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Rio Negrinho: confira o que diz a Prefeitura sobre vídeo em que avó relata ter tido negados transporte de saúde e atendimento para adolescente com doença rara

Rio Negrinho: confira o que diz a Prefeitura sobre vídeo em que avó relata ter tido negados transporte de saúde e atendimento para adolescente com doença rara

Rio Negrinho: confira o que diz a Prefeitura sobre vídeo em que avó relata ter tido negados transporte de saúde e atendimento para adolescente com doença rara

RIO NEGRINHO. Um vídeo enviado à equipe do Nossas Notícias e publicado amplamente nas redes sociais, gerou forte repercussão ao expor o relato de uma moradora sobre dificuldades no acesso ao transporte público de saúde e no atendimento à neta, uma adolescente de 16 anos com quadro clínico grave.

Nesta reportagem você confere os detalhes sobre a gravação, sobre a conversa que nossa equipe teve com ela e também as explicações do Procurador Jurídico e da Secretaria de Saúde, que também foram procurados por nossa equipe.

O vídeo

Na gravação, a mulher se apresenta como “avó solo” e responsável pela jovem, diagnosticada com autismo e síndrome de Rett em estágio avançado.

Em tom de desabafo, ela conta que, em um episódio recente, a neta apresentava febre alta e crises convulsivas quando, segundo seu relato, teve o transporte de saúde negado.

“Eu precisei de ajuda, o carro da saúde estava parado na minha porta e foi negado para levar minha neta passando mal”, afirma.

A avó explica que realiza diariamente o deslocamento até Rio Negro (PR), onde a adolescente faz tratamento contínuo por decisão judicial, via Sistema Único de Saúde (SUS). Sem condições financeiras de custear transporte particular, ela afirma depender integralmente do serviço oferecido pelo município.

“Eu não tenho dinheiro para pagar um táxi, não tenho dinheiro para pagar um Uber”, relata.

Além da negativa do transporte no momento em que a neta apresentava sintomas, a moradora também afirma que buscou atendimento em uma unidade de saúde e não recebeu assistência imediata. No vídeo, ela cita uma profissional que, segundo seu relato, não teria prestado o atendimento necessário naquele momento.

Em conversa com a reportagem, a avó acrescentou outras dificuldades enfrentadas na rotina de cuidados. Segundo ela, além do episódio envolvendo a negativa de transporte em situação de mal-estar, passou a enfrentar restrições quanto a paradas durante o trajeto com o veículo da saúde.

Ela afirma que aproveitava o deslocamento diário até Rio Negro para retirar fraldas e adquirir medicamentos em farmácias, já que não possui veículo próprio e não pode deixar a adolescente sozinha em casa. De acordo com o relato, essas paradas teriam sido proibidas recentemente.

“Eu venho todos os dias para o tratamento e aproveito o trajeto para pegar fraldas e comprar remédios, porque não tenho como fazer isso em outro momento”, disse.

A avó também relatou que, no dia do ocorrido, precisou acionar um conhecido para conseguir chegar até atendimento. Posteriormente, a adolescente foi levada ao hospital, onde recebeu medicação após avaliação.

Prefeitura orienta sobre uso do transporte

Procurado pela reportagem, o consultor jurídico da Prefeitura de Rio Negrinho, Anderson Godoy, informou que, em situações de urgência e emergência, a orientação é acionar serviços especializados, como o SAMU (192) ou o Corpo de Bombeiros (193), que possuem estrutura adequada para esse tipo de atendimento.

A Secretaria Municipal de Saúde também se manifestou por meio de nota oficial, esclarecendo que os veículos destinados ao transporte de pacientes para consultas, exames e procedimentos fora do município possuem finalidade específica e não são utilizados para atendimentos de urgência e emergência.

Segundo a pasta, esses veículos não contam com equipamentos adequados nem com profissionais habilitados para acompanhar ocorrências emergenciais. A orientação, nesses casos, é acionar imediatamente os serviços competentes. A Administração Municipal afirmou ainda que mantém o compromisso com a qualidade dos serviços de saúde, seguindo protocolos e priorizando a segurança dos pacientes.

Rio Negrinho: confira o que diz a Prefeitura sobre vídeo em que avó relata ter tido negados transporte de saúde e atendimento para adolescente com doença rara

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