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Cartilha sobre violência obstétrica orienta gestantes sobre direitos e formas de denúncia em SC

Cartilha sobre violência obstétrica orienta gestantes sobre direitos e formas de denúncia em SC

Cartilha sobre violência obstétrica orienta gestantes sobre direitos e formas de denúncia em SC

SANTA CATARINA. Produzida pelo Ministério Público em parceria com o Governo do Estado e órgãos da área da saúde, a cartilha “Violência obstétrica” foi lançada com o objetivo de informar gestantes, parturientes e familiares sobre os direitos garantidos durante a gestação, o parto e o pós-parto. Disponível gratuitamente em formatos físico e digital, o material explica de forma acessível o que caracteriza a violência obstétrica, orienta sobre atendimento humanizado e apresenta os caminhos para prevenção e denúncia, tanto na rede pública quanto privada.

De acordo com a cartilha, a violência obstétrica é definida como qualquer ato verbal ou físico que cause sofrimento, ofensa ou retire a autonomia da mulher durante o atendimento. Entre as situações mais comuns estão xingamentos, humilhações, desconsideração da dor, falta de informações claras, realização de procedimentos sem consentimento e impedimento da presença de acompanhante ou doula.

O material reforça que toda gestante tem direito a atendimento digno e respeitoso, comunicação clara, participação nas decisões sobre seu corpo e o direito de aceitar ou recusar procedimentos, salvo em situações de risco. Outro destaque é o plano de parto, apresentado como uma ferramenta importante para garantir diálogo com a equipe de saúde. Nele, a gestante pode registrar preferências como posição para o parto, métodos de alívio da dor e presença de acompanhante ou doula.

A cartilha também enfatiza que a presença de um acompanhante de livre escolha é um direito garantido por lei em todas as etapas do atendimento. Além disso, a gestante pode contar com uma doula, sem custos adicionais, sendo que um não substitui o outro. O material ainda aborda a necessidade de atendimento humanizado em casos de perda gestacional ou neonatal, destacando o direito a acolhimento, privacidade e respeito nesse momento delicado.

Entre as orientações práticas, a cartilha recomenda que, em casos de violência, a mulher solicite cópia do prontuário médico, busque apoio e registre a denúncia nos canais competentes. As queixas podem ser feitas na ouvidoria do próprio hospital, pelo Disque 180, Disque 136, além da própria ouvidoria do Ministério Público.

Cartilha sobre violência obstétrica orienta gestantes sobre direitos e formas de denúncia em SC

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