
RIO NEGRINHO. Domingo, 1° de março de 2026, por volta das 06h30. Pedro Bernardes dirigia uma Parati na BR 280. No veículo estavam sua esposa, Sirlene e Norton, um dos filhos do casal.
Pedro e Sirlene iam trabalhar como seguranças em um evento em Piên (PR) e seguiam sentido Rio Negrinho – Mafra quando, nas proximidades da primeira entrada do bairro Vista Alegre, fez uma conversão.
Ele atravessou a via, com o objetivo de deixar o carro já na posição certa (sentido Mafra – Rio Negrinho), para que seu filho voltasse para casa dirigindo. O casal ficaria no local, de onde seguiria para o trabalho.
Porém, conta que não viu que um motociclista pilotando uma Kawasaki Z650 vinha no sentido Rio Negrinho – Mafra.
“Não vi nada. Se eu tivesse visto não teria feito aquela conversão. Ninguém sai de casa, com a mulher e o filho no carro, pensando em se envolver em um acidente”, falou à reportagem aqui do Nossas Notícias, que esteve em sua casa neste sábado (02).
A batida foi forte. Pedro, sua esposa e o motociclista ficaram feridos, foram socorridos pelos bombeiros e levados ao hospital.
Pedro e Sirlene, há 61 dias do acidente, se recuperam aos poucos. O filho deles, nada sofreu. O motociclista, Adilson Fonseca dos Santos, de 49 anos, morreu no dia 6 de abril, no Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra, onde estava internado desde o dia da colisão.
“Oramos muito por ele, que também era segurança e trabalhava no Fórum. Pedimos muito à Deus por sua recuperação. Era um conhecido nosso, chegamos a trabalhar juntos em dois eventos e sentimos muito pelo que aconteceu. Jamais desejei isso”, lamentou Bernardes.
Ele ficou seis dias na UTI da Fundação Hospitalar de Rio Negrinho, recebeu alta faz algumas semanas e além de se recuperar, cuida também da esposa, que passou por várias cirurgias, ficou acamada e chegou a precisar usar cadeira de rodas.
“Várias pessoas tem nos ajudado, inclusive vizinhos. Não estou 100% recuperado, sinto muita dor nas costas ainda e vou precisar marcar uma tomografia. Foram 12 costelas fraturadas, o pulmão perfurado, … estou tomando medicação forte para a dor, mas já não está adiantando tanto”.
Traumas e choro
Pedro contou também que tanto ele quanto sua esposa continuam chorando bastante por tudo o que aconteceu e estão com trauma de carro.
“Vem as lembranças, … eu dirijo com muito medo, parece que vai conhecer de novo … fui orientado a procurar um psicólogo. Ela tem medo de entrar no carro, … são dores físicas e psicológicas”, lamentou.








