
RIO NEGRINHO. A Escola de Educação Básica Luiz Bernardo Olsen, localizada no Distrito de Volta Grande, em Rio Negrinho, promoveu uma atividade especial em alusão ao Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março. A iniciativa partiu da professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE), Ivy Baum Bairros, que apresentou a proposta à equipe pedagógica. A ideia foi prontamente acolhida por toda a comunidade escolar.
Em entrevista, a diretora Simone Maros Ribeiro destacou o envolvimento coletivo como ponto fundamental para o sucesso da ação. “Por se tratar de uma causa nobre, a ideia foi logo aceita pela comunidade escolar e, assim, com a colaboração de professores, alunos e funcionários da escola, as coisas aconteceram. Exaltamos a importância do trabalho coletivo para o crescimento da educação”, afirmou.
A atividade envolveu todos os 304 alunos da escola, além de funcionários, tendo como símbolo as meias coloridas e descombinadas — uma referência à Síndrome de Down. O uso das meias representa a trissomia do cromossomo 21 e reforça a mensagem de que ser diferente é normal e que cada pessoa é única. Durante a ação, cada aluno recebeu uma meia para pintar e personalizar com sua própria identidade. O resultado foi marcante: mais de 200 meias confeccionadas, todas diferentes entre si.
Segundo a direção, a atividade trouxe reflexões importantes para os estudantes. “Assim como as meias, cada um de nós é único. Temos jeitos, talentos, ritmos e histórias diferentes. É essa diversidade que torna o nosso mundo mais rico, mais bonito e mais humano”.
A diretora também destacou o aprendizado sobre a síndrome durante o projeto. “Durante as conversas, compreendemos que a Síndrome de Down não define limites, mas sim possibilidades. Toda pessoa é capaz de aprender, sonhar, estudar, trabalhar e conquistar seu espaço, quando encontra respeito, oportunidades e acolhimento”, citou.





