Nossas Notícias

Câmara aprova projeto que regulamenta uso de spray de pimenta para autodefesa de mulheres

Câmara aprova projeto que regulamenta uso de spray de pimenta para autodefesa de mulheres

Câmara aprova projeto que regulamenta uso de spray de pimenta para autodefesa de mulheres

BRASIL. A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que regulamenta a venda e o uso de spray de pimenta ou spray de extratos vegetais para autodefesa de mulheres. A proposta agora será encaminhada para análise do Senado Federal.

O Projeto de Lei 727/2026, de autoria da deputada Gorete Pereira (MDB-CE), foi aprovado com substitutivo apresentado pela relatora, a deputada Gisela Simona (União-MT).

Pelo texto, o spray poderá ser utilizado por mulheres maiores de 18 anos e também por adolescentes entre 16 e 18 anos, desde que haja autorização expressa do responsável legal. O produto deverá ter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A proposta busca ampliar meios de proteção contra agressões físicas ou sexuais. O dispositivo será de uso individual e intransferível, não podendo conter substâncias com efeito letal ou de toxicidade permanente. Para ser considerado legal, o uso deverá ocorrer apenas para repelir agressão injusta, atual ou iminente, de forma proporcional e moderada.

Segundo a relatora, o spray tem como objetivo neutralizar temporariamente o agressor, permitindo que a vítima consiga se afastar e que o suspeito possa ser identificado posteriormente pelas autoridades.

O projeto também prevê penalidades para uso indevido, incluindo advertência formal, multa entre um e dez salários mínimos, multa em dobro em caso de reincidência, além da apreensão do dispositivo e proibição de nova compra por até cinco anos.

Regras e exigências para compra

O texto estabelece alguns requisitos para a aquisição do produto:

  • documento oficial de identificação com foto
  • comprovante de residência fixa
  • autodeclaração de inexistência de condenação criminal por crime doloso com violência ou grave ameaça

O vendedor deverá manter registro simplificado da venda por cinco anos, com dados do comprador e da pessoa que terá posse do spray, respeitando a legislação de proteção de dados.

Após negociações no plenário, o projeto passou a permitir o uso da substância oleoresina capsicum (O.C.), principal componente do spray de pimenta, desde que os fabricantes sigam as regras estabelecidas pelo Comando do Exército Brasileiro, já que a substância é considerada de uso restrito.

O texto também define que recipientes com capacidade superior a 50 ml continuarão restritos às Forças Armadas e órgãos de segurança pública.

A proposta cria ainda um programa nacional de capacitação para mulheres, com foco em defesa pessoal e uso de instrumentos de menor potencial ofensivo. Entre as ações previstas estão oficinas práticas, orientação sobre limites legais da legítima defesa e campanhas educativas sobre violência doméstica e canais de denúncia.

Caso o spray seja roubado, furtado ou perdido, a usuária deverá registrar ocorrência policial em até 72 horas após tomar conhecimento do fato, sob pena de multa.

Se aprovado também pelo Senado e sancionado, o projeto passará a regulamentar o uso e a comercialização do spray de autodefesa no país.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Câmara aprova projeto que regulamenta uso de spray de pimenta para autodefesa de mulheres

Câmara aprova projeto que regulamenta uso de spray de pimenta para autodefesa de mulheres

Facebook
WhatsApp
Telegram