
SANTA CATARINA. Policiais da Polícia Rodoviária Federal realizaram, na manhã de quinta e sexta-feira (5 e 6), a Operação “Rosas de Aço” nos terminais rodoviários de Tubarão e da capital Florianópolis. A ação contou com apoio de guardas municipais e teve como objetivo orientar passageiros e motoristas sobre como agir em casos de importunação sexual no transporte coletivo.
Durante a operação, as agentes abordaram dezenas de ônibus e conversaram com passageiros e motoristas, explicando como proceder tanto na condição de vítima quanto de testemunha diante desse tipo de crime. Segundo a PRF, ambientes como ônibus podem facilitar a prática da importunação sexual devido à lotação, à proximidade entre passageiros e à falta de privacidade.
A importunação sexual acontece quando alguém pratica ato de natureza sexual sem o consentimento da vítima, aproveitando-se de uma situação de vulnerabilidade. O crime está previsto no artigo 215-A do Código Penal Brasileiro e pode resultar em pena de reclusão de um a cinco anos. Entre as condutas enquadradas estão toques, esfregões, gestos ou palavras com conotação sexual.
A orientação da PRF é que, em caso de importunação, a vítima busque ajuda imediatamente, peça apoio a outras pessoas e procure um local seguro. Se a situação ocorrer dentro de um ônibus em rodovia federal, a recomendação é solicitar que o motorista pare na próxima unidade operacional da polícia.
Quem presencia uma situação desse tipo também pode ajudar. A recomendação é intervir para interromper a agressão e oferecer apoio à vítima, além de se colocar como testemunha do ocorrido. Segundo a polícia, muitas vítimas deixam de registrar boletim de ocorrência por falta de suporte de outras pessoas.
Outra orientação importante é registrar o máximo de informações possíveis sobre o incidente, como data, horário, local, características do suspeito e de testemunhas. Sempre que possível, também é recomendado preservar provas como fotos, vídeos ou mensagens.
Somente em 2024, foram registrados 102 casos de importunação nas rodovias federais do país. A PRF acredita, no entanto, que os números podem ser maiores devido à subnotificação, o que reforça a importância da conscientização e do apoio às vítimas.






