
SANTA CATARINA. Pelo segundo ano consecutivo, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Santa Catarina recebeu reconhecimento do Departamento Nacional do Senai pela excelência em educação, inovação e tecnologia. A avaliação considerou 11 indicadores referentes a 2025, e a instituição catarinense conquistou a maior nota no Grupo 3, que reúne estados líderes em produtividade, como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Na área educacional, o destaque foi para critérios como número de concluintes, qualidade do ensino e índice de empregabilidade superior a 90% entre os estudantes formados. Já nos Institutos de Inovação e Tecnologia, os resultados também foram expressivos, com crescimento no número de projetos de impacto e na captação de recursos para pesquisas, que somaram R$ 726,5 milhões.
O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina, Gilberto Seleme, afirmou que o reconhecimento demonstra o compromisso da instituição com o desenvolvimento da indústria e do estado. Segundo ele, o resultado comprova o alinhamento às necessidades da indústria catarinense, formando profissionais qualificados e apoiando a competitividade de um setor que emprega mais de 930 mil pessoas. O diretor regional do Senai/SC, Fabrízio Pereira, destacou que o desempenho consolida uma estratégia baseada em gestão eficiente e conexão permanente com o setor produtivo, com metas claras e foco em resultados.
Referência em educação profissional há mais de 70 anos, o Senai/SC oferece cursos técnicos, de qualificação e de aprendizagem industrial, que combinam aulas na instituição com atividades práticas em empresas. Em 2025, foram registradas 188,5 mil matrículas, número superior à população de 287 dos 295 municípios catarinenses.
A estrutura da instituição inclui sete institutos de tecnologia, voltados a áreas como alimentos e bebidas, meio ambiente, cerâmica, excelência operacional, mobilidade elétrica e energias renováveis, madeira e mobiliário, além de têxtil, vestuário e design, e três institutos de inovação, nas áreas de processamento a laser, sistemas de manufatura e sistemas embarcados. Integrados a uma rede nacional, esses centros utilizam pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico para impulsionar a competitividade da indústria catarinense.





