
RIO NEGRINHO. Um seguidor do Nossas Notícias relatou uma tentativa de golpe que estaria sendo aplicada na região. O caso envolve criminosos que se passam por autoridades para ganhar a confiança das vítimas e pedir transferências de dinheiro. Segundo o morador, o contato foi feito por telefone. O golpista se apresentou como juiz substituto e afirmou que estaria na cidade por alguns dias para realizar uma auditoria. Durante a conversa, ele demonstrou conhecer dados pessoais da vítima, o que aumentou a credibilidade da abordagem.
O falso magistrado disse que precisava de um motorista particular de confiança para trabalhar das 13 às 18 horas, oferecendo pagamento de R$ 500 por diária. A vítima então indicou um amigo para o serviço. Pouco depois, o criminoso entrou em contato com o motorista e explicou que faria um pagamento antecipado. Ele dizia ter realizado uma transferência de valor maior e pedia a devolução da diferença via Pix.
No relato, o seguidor contou que o golpista afirmava ter enviado, por exemplo, R$ 800 ou até R$ 2 mil, solicitando que a vítima devolvesse uma parte do valor. No entanto, o depósito seria falso, feito por meio de envelope vazio ou comprovante fraudado. Assim, quando a vítima transferia o dinheiro real, percebia depois que não havia recebido nada. A tentativa foi interrompida após o motorista ser alertado de que se tratava de um golpe. Eles deixaram de responder ao suspeito e evitaram prejuízo.
A equipe do Nossas Notícias procurou o juiz Rodrigo Clímaco José, da 2ª Vara de Rio Negrinho, que confirmou que a situação já chegou ao conhecimento do fórum. Segundo ele, não há nenhum juiz substituto atuando no município. “Ontem até eu estava na posse do vereador mirim e dois vereadores me mostraram o WhatsApp enviado por esse suposto juiz. Não existe nenhum juiz substituto. Os únicos juízes são eu e o Matheus (Della Giustina Perin)”, afirmou.
O magistrado também fez um alerta à população. “O fórum nunca vai pedir dinheiro, nunca vai pedir motorista, nunca vai pedir nada. Nós temos verba própria suficiente para o funcionamento. Se alguém entrar em contato se passando por juiz ou promotor pedindo dinheiro, não é para dar, é golpe”, reforçou. Ele ainda destacou que qualquer pedido desse tipo configuraria crime. “Mesmo que um juiz de verdade pedisse dinheiro, isso seria considerado corrupção. Por isso, nunca transfira valores”, orientou.
De acordo com o juiz, os moradores podem consultar a lista oficial de magistrados no site do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, onde é possível verificar quem atua na comarca e eventuais substituições. A orientação é que moradores redobrem a atenção diante de propostas de trabalho inesperadas, principalmente quando envolvem adiantamentos ou devolução de valores. Em caso de suspeita, é importante não fornecer dados pessoais e registrar ocorrência junto à Polícia Civil.








