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Ministério da Saúde inicia revisão das diretrizes da rede de saúde mental do Sistema Único de Saúde

Ministério da Saúde inicia revisão das diretrizes da rede de saúde mental do Sistema Único de Saúde

Ministério da Saúde inicia revisão das diretrizes da rede de saúde mental do Sistema Único de Saúde

BRASIL. O Ministério da Saúde iniciou um processo de revisão das diretrizes e das normas de financiamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), responsável pelos serviços públicos de saúde mental em todo o país. A iniciativa envolve a reavaliação de portarias que regulamentam a organização e o custeio da rede desde 2017.

Para conduzir o trabalho, foi criado um grupo técnico formado por seis representantes do Ministério da Saúde, além de integrantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O grupo também poderá contar com a participação de especialistas e representantes de entidades públicas ou privadas, na condição de convidados, sem direito a voto.

De acordo com a portaria que instituiu o grupo, o prazo para a apresentação de uma proposta de revisão é de até 180 dias, com possibilidade de prorrogação. As sugestões elaboradas deverão ser encaminhadas à Comissão Intergestores Tripartite, espaço que reúne representantes da União, estados e municípios para pactuações no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em nota oficial, o Ministério da Saúde informou que a medida faz parte das ações de fortalecimento da política de atenção psicossocial e tem como objetivo aprimorar a articulação entre os diferentes serviços da rede, considerando as necessidades específicas de cada território.

O Conass avaliou a iniciativa como necessária, desde que sejam preservados os princípios da Lei nº 10.216, que orienta a Reforma Psiquiátrica brasileira. Segundo o conselho, as secretarias estaduais vêm apontando fragilidades na Raps, como dificuldades de financiamento por parte dos municípios, ausência de arranjos regionais e subdimensionamento da saúde mental na atenção primária.

A entidade também destaca o aumento das demandas após a pandemia, incluindo o crescimento de diagnósticos de transtornos mentais, o uso de psicotrópicos, casos de violência em escolas e questões relacionadas ao uso de drogas e apostas online, além dos desafios no atendimento à população em situação de rua.

Já o Conasems informou que os debates sobre os componentes da Raps vêm ocorrendo desde o ano passado e ressaltou que os problemas em saúde mental vão além do financiamento. Entre os desafios citados estão a integração entre atenção básica, urgência, emergência e atendimento hospitalar, a escassez de profissionais qualificados e a dificuldade de fixação desses profissionais em regiões de difícil acesso.

A Rede de Atenção Psicossocial oferece atendimento que vai desde a atenção básica, como Unidades Básicas de Saúde, até serviços especializados, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). A estrutura também inclui atendimento de urgência e emergência, suporte hospitalar e estratégias voltadas à reabilitação psicossocial, com foco na autonomia e reintegração social dos usuários.

 

Fonte. Agência Brasil

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