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Rio Negrinho: “é mais comum do que se imagina”, explica psicóloga sobre pessoas que “travam” diante das expectativas geradas pelo início de um novo ano

Rio Negrinho: “é mais comum do que se imagina”, explica psicóloga sobre pessoas que “travam” diante das expectativas geradas pelo início de um novo ano

Rio Negrinho: “é mais comum do que se imagina”, explica psicóloga sobre pessoas que “travam” diante das expectativas geradas pelo início de um novo ano

RIO NEGRINHO. Meia-noite. Fogos, abraços, promessas. Para muitos, o Ano Novo simboliza metas, desafios e novos recomeços. Mas, para outras pessoas, esse mesmo instante vem acompanhado de pressão, insegurança e um sentimento difícil de explicar. Em vez de motivação, surge o peso de ter que “dar conta” de tudo desde o primeiro dia desse novo ciclo.

Em busca de compreender esse cenário, a reportagem do Nossas Notícias conversou com a psicóloga Camila Pscheidt, que explica que esse movimento é mais comum do que se imagina.

“O final do ano costuma trazer reflexões sobre o que foi vivido e conquistado, enquanto o início do novo ano vem acompanhado da ideia de recomeço, muitas vezes carregada de metas e expectativas elevadas”, afirma.

Motivações

De acordo com a profissional, o contexto das redes sociais intensifica esse sentimento.

“Vivemos cercados por recortes de vidas idealizadas, onde só aparecem conquistas e resultados. Isso favorece comparações e pode gerar sensação de atraso, insuficiência e frustração”, explica.

Esses fatores contribuem para o aumento da ansiedade e do desânimo logo nos primeiros dias do ano.

A dificuldade em “começar o ano”, segundo a psicóloga, está diretamente ligada a fatores emocionais acumulados ao longo do tempo.

“Em uma sociedade altamente competitiva, é comum estabelecermos metas muito elevadas. O medo de fracassar, ou de errar, pode levar ao desânimo, à ansiedade e até à desistência”, destaca.

Esse processo se intensifica quando a pessoa passa a se comparar constantemente com os outros.

A pressão social por mudanças rápidas e resoluções imediatas também pode impactar negativamente a saúde mental.

“Nas redes sociais, vemos apenas partes da realidade. Elas não são vilãs, mas a forma como absorvemos o que vemos é fundamental para não adoecer”, ressalta.

Metas precisam ser ajustadas 

Para ela, metas precisam ser ajustadas à realidade de cada pessoa, considerando rotina, trabalho e condições de vida.

“Quando nos comparamos, geralmente diminuímos aquilo que fazemos, chegando até a invalidar nossos próprios esforços.”

Sentimentos como cansaço extremo, desânimo persistente ou sensação de fracasso logo no início do ano podem indicar algo mais profundo.

“Esses sentimentos, na maioria das vezes, já estavam presentes antes e se tornam mais perceptíveis nesse período”, pontua.

Sinais de alerta 

A profissional alerta que o adoecimento psicológico ainda é muito silenciado, o que faz com que a busca por ajuda aconteça apenas quando se chega ao limite.

Entre os sinais de alerta estão a persistência do cansaço, a falta de motivação e a sensação constante de que nada é suficiente.

“Negligenciar as emoções significa negar o próprio sofrimento e também a possibilidade de cuidado”, observa.

Prevenção

Segundo a especialista, a psicoterapia deve ser vista como prevenção e não apenas como último recurso.

“Buscar ajuda ao perceber esses sinais evita que o sofrimento se torne mais grave”.

Orientações

Para quem enfrenta dificuldades em retomar a rotina no começo do ano, a psicóloga orienta algumas práticas simples, mas eficazes.

“Filtrar o que consumimos nas redes sociais é fundamental, já que muitos conteúdos geram mais ansiedade do que motivação”, afirma.

Ela também reforça a importância de estabelecer metas possíveis.

“Precisamos buscar o que é viável dentro da nossa realidade. É isso que permite constância e movimento”.

Valorização da caminhada 

Por fim, Camila destaca a importância da paciência e da valorização do próprio processo.

“Mudanças significativas acontecem ao longo do tempo. Reconhecer e validar os pequenos avanços fortalece a motivação e o compromisso com os objetivos”, cita.

Nem todo recomeço precisa ser grandioso. Às vezes, continuar, respeitar o próprio tempo e cuidar da saúde emocional já é, por si só, um novo começo.

Rio Negrinho: “é mais comum do que se imagina”, explica psicóloga sobre pessoas que “travam” diante das expectativas geradas pelo início de um novo ano

Rio Negrinho: “é mais comum do que se imagina”, explica psicóloga sobre pessoas que “travam” diante das expectativas geradas pelo início de um novo ano

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