
RIO NEGRINHO. Participar do JamCam Colômbia 2025 – Américas Unidas pela Paz, maior acampamento da Região Interamericana da Organização Mundial do Movimento Escoteiro (OMME), foi mais do que estar em um evento internacional para o escotista rio-negrinhense Fabiano Kutach. Ao lado dos filhos Valentina Schoeffel Kutach e Pietro Schoeffel Kutach, a experiência foi marcada por aprendizado, convivência cultural e vivências que reforçaram, na prática, os valores do escotismo.
A família chegou a Cali no dia 24 de dezembro, alguns dias antes do início oficial do JamCam, justamente para conhecer melhor a cidade e a cultura local. Para Fabiano, esse contato prévio fez toda a diferença. “Estar ali antes do evento nos ajudou a entender o jeito de viver do povo colombiano, a história e o contexto do país. Isso torna tudo mais significativo”, relatou.
Entre as primeiras impressões estiveram os costumes alimentares, diferentes dos hábitos brasileiros, e a forte presença da salsa, ritmo que define a identidade cultural de Cali. “A música está em todos os lugares. A salsa transmite alegria e acolhimento, é impossível não se envolver”, contou.
Outro momento marcante foi a visita ao Museu do Ouro, que apresenta a história dos povos pré-colombianos. Segundo Fabiano, a experiência foi uma verdadeira aula sobre as raízes da América Latina e ajudou a ampliar a visão sobre a própria história do continente.
O JamCam teve início no dia 27 de dezembro e reuniu escoteiros de 15 países. Durante a programação, Fabiano e os filhos participaram de atividades educativas, culturais e, principalmente, ações sociais. Entre elas, o apoio a um grupo escoteiro local, a colaboração em um bazar beneficente e o plantio de árvores no Jardim Botânico de Cali. “O escotismo ensina pelo exemplo. Servir a comunidade é parte essencial do que fazemos”, destacou.
Mesmo com idiomas diferentes, a integração aconteceu de forma natural. A fraternidade escoteira se fez presente nas trocas de experiências, de lenços e de histórias. “A gente percebe que os valores são os mesmos em qualquer lugar do mundo. O escotismo cria uma linguagem universal”, afirmou.
A virada do ano foi um dos momentos mais simbólicos da vivência. Respeitando os fusos horários, os participantes celebraram o Ano Novo várias vezes, conforme cada delegação entrava em 2025. O encerramento, com a tradicional Canção da Despedida entoada em diferentes idiomas, reforçou o sentimento de pertencimento a um movimento global.
Para Fabiano, a experiência no JamCam Colômbia 2025 deixou aprendizados que vão além da viagem. “Voltamos diferentes, com mais empatia, responsabilidade e a certeza de que fazemos parte de algo muito maior”, concluiu.


















