
RIO NEGRINHO. Thais Farias e Bruno Gomes, tutores de “Polenta”, falaram com a reportagem aqui Nossas Notícias sobre a morte cruel do animal, encontrado sem vida no Loteamento Paulo Beckert, no bairro Industrial Norte. A cadela teve as patas amarradas e foi morta com cinco tiros; ainda não há pistas sobre quem cometeu o crime.
As imagens, realizadas por uma pessoa que mora no bairro, foram repassadas como forma de denúncia à ong Grupra, que trabalha em prol da causa animal. Em seu Instagram, os voluntários se manifestaram com muita indignação e fizeram um forte desabafo.
Eles também compartilharam o vídeo com a reportagem aqui do Nossas Notícias, comovendo a comunidade da cidade e região. Por sua vez, os tutores de Polenta divulgaram em seu Instagram um emocionante vídeo, lembrando amorosos momentos vividos com ela.
Conforme explicaram Thais e Bruno, o crime aconteceu durante a ausência da família, que havia viajado no período de Ano Novo.
Segundo eles, a principal dificuldade foi ter que contar aos filhos sobre a perda do animal.
O casal informou ainda que há residências próximas com câmeras de segurança, mas acreditam que somente a polícia poderá solicitar oficialmente as imagens para auxiliar nas investigações.
Também de acordo com eles, a família havia tomado diversos cuidados para evitar que a cadela fugisse durante a virada do ano, período marcado pela soltura de fogos de artifício.
“A cerca da nossa casa foi reforçada com tábuas e elevada para impedir a saída da Polenta, mas, mesmo assim, ela cavou um buraco por baixo da cerca e escapou”.
A situação não causou preocupação imediata, pois, conforme a tutora, a cadela costumava ir até a área da Recreativa Cahdam e sempre retornava, sendo conhecida e querida por vizinhos, crianças e outros animais, sem histórico de agressividade.
No dia 2 de janeiro, no início da manhã, Polenta foi encontrada por uma colaboradora que trabalha na Recreativa da Cahdam, no próprio terreno do local.
“Não sabemos de onde nossa cachorrinha veio. Inicialmente a funcionária nos contou que pensou que a morte pudesse ter sido causada por uma briga com outro animal ou até mesmo por cavalos que existem na região e ao receber as primeiras imagens, pensamos o mesmo. No entanto, o esposo da colaboradora da Cahdam, ao examinar o corpo da Polenta, constatou que ela havia sido baleada. Foram cinco disparos: um na perna, um nas costelas e três no pescoço. Quem fez, fez pra matar mesmo”, pontuaram.
Denúncia à Polícia
A família retornou para Rio Negrinho e registrou boletim de ocorrência na delegacia, onde prestou depoimento e respondeu aos questionamentos iniciais da polícia. Agora, aguarda os próximos passos da investigação para identificar o autor do crime.
Polenta havia sido abandonada
Thais relembrou que “Polenta” havia sido abandonada prenha há alguns anos.
“Nessa época minha mãe trabalhava como caseira na Recreativa da Cahdam. Ela acolheu a Polenta, castrou e ficou com ela por cerca de seis a sete anos. Depois, a cachorrinha veio aqui pra casa e circulava pela região, onde sempre foi bem tratada e por isso a indignação com o que aconteceu não é só nossa. Muitos moradores dos arredores também estão revoltados e o que esperamos é justiça”, finalizou.
Nesta noite (06), os tutores serão entrevistados em vídeo ao vivo nas redes sociais aqui do Nossas Notícias. Acompanhe nosso Facebook e Instagram e confira. LEIA TAMBÉM:
