
RIO NEGRINHO. Um caso envolvendo o desaparecimento de um celular ocorrido no Centro da cidade ontem (05), chamou a atenção, terminando na tarde desta terça-feira (06), com a recuperação do aparelho graças à rápida ação das vítimas, ambas pessoas surdas, e ao apoio da Polícia Militar.
Um professor e seu amigo estiveram em uma loja no Centro, onde realizaram uma compra normalmente. Após sair do local, o professor percebeu que tinha esquecido o aparelho, um Samsung S23, dentro da loja.
Momentos depois, ao retornar para buscar o telefone, o aparelho já não estava mais no local. Funcionárias da loja verificaram as imagens do sistema de monitoramento, onde foi possível identificar uma mulher pegando o celular e colocando-o dentro da bolsa.
Ainda conforme o relato, a suspeita foi até a loja comprar acessórios para seu próprio celular. Ela porém, teria informado às atendentes que estava sem o aparelho, motivo pelo qual pediu que os acessórios fossem demonstrados no telefone do estabelecimento.
No momento em que foi pagar a sua compra, ela percebeu o celular esquecido pelo professor e levou o aparelho.
Rastreamento e recuperação
O amigo da vítima, que cursa faculdade na área de Tecnologia da Informação, conseguiu rastrear o celular, mesmo após tentativas da suspeita de desligar o aparelho e de tentar remover o chip. Eles também ligaram para ela por diversas vezes, não recebendo retorno.
O telefone foi localizado em diferentes pontos da cidade, permanecendo por um longo período em um mesmo estabelecimento.
Diante da situação, o amigo da vítima avisou sua mãe, que acionou a Polícia Militar. Na sequência, ele, o professor e a mãe do professor, que estavam em São Bento do Sul, retornaram rapidamente à Rio Negrinho e foram encontrar os policiais no estabelecimento, repassando todas as informações levantadas durante o rastreamento.
Ao ver a guarnição da PM, a vítima e seu amigo no local, a mulher entregou o telefone de forma voluntária, alegando que teria reconhecido o amigo da vítima e que havia pego o celular por engano na loja. Ela também disse que foi seu filho que danificou o aparelho e o chip.
O celular foi devolvido ao proprietário, porém apresentava sinais de danos e manuseio indevido.
Reflexões de amigos e familiares dos envolvidos
Familiares e amigos dos envolvidos, que entraram em contato com a reportagem aqui do Nossas Notícias para compartilhar o ocorrido aqui descrito, destacaram que o caso serve como alerta à população.
“Estabelecimentos contam com câmeras de segurança, e os aparelhos possuem tecnologias de rastreamento cada vez mais eficientes”, comentaram.
Eles também frisaram que a situação evidencia a importância de combater o preconceito contra pessoas com deficiência.
“Os dois, mesmo sendo surdos, demonstraram preparo, conhecimento técnico e organização para resolver o ocorrido, reforçando que deficiência não significa incapacidade”, declararam, orgulhosos.
No final, elogiaram e agradeceram o atendimento e o trabalho da PM.
Procurada pela reportagem aqui do Nossas Notícias, a Polícia Militar informou que no momento não pode prestar maiores esclarecimentos acerca dessa ocorrência e que o Boletim de Ocorrência foi encaminhado à Polícia Civil.





