
CAMPO ALEGRE. A participação de Camila Sluminski na Corrida Internacional de São Silvestre voltou a ser marcada por emoção, superação e protagonismo, consolidando uma trajetória que já se tornou referência de inclusão e perseverança na tradicional prova disputada anualmente em São Paulo (SP), sempre no último dia de cada ano.
A atleta participou da corrida ao lado da mãe e guia, Josi Sluminski, que destacou a experiência como “sensacional”, ressaltando a organização da largada e a tranquilidade ao longo do percurso.
Segundo Josi, que conversou com a reportagem aqui do Nossas Notícias, a largada aconteceu antes da elite feminina, o que proporcionou mais segurança e fluidez durante a prova.
“Teve bastante tranquilidade no percurso e foi muito emocionante”, afirmou.
Embora neste ano a corrida não tenha contado com colocação oficial para algumas categorias, Camila foi a primeira cadeirante a cruzar a linha de chegada, fato que reforça o simbolismo e a força da sua participação.
Camila já soma seis participações na Corrida de São Silvestre, resultado de um trabalho contínuo iniciado há vários anos, desde a aquisição de um novo triciclo que possibilitou ampliar sua presença em competições pelo país.
Ao longo dessa trajetória, ela conquistou quatro primeiros lugares na categoria cadeirante com guia. Independentemente de pódio ou classificação, a família destaca que o principal objetivo sempre foi estar presente, dar visibilidade ao esporte adaptado e viver a experiência da maior corrida de rua da América Latina.
Sempre que possível, a atleta participa de corridas acompanhada da família e de apoiadores, mostrando que o esporte é um instrumento de transformação social e superação de limites. A São Silvestre, em especial, se tornou um momento simbólico dessa caminhada, reunindo anos de esforço, preparação e histórias marcantes.
Camila também competirá em Rio Negrinho e Penha
O calendário esportivo de Camila segue intenso em 2026. Já em janeiro, ela está inscrita na Corrida de São José, em Rio Negrinho, no dia 25 deste janeiro, onde participará representando o projeto Pernas Solidárias. Para fevereiro, a família avalia a participação em uma prova no município de Penha, dando sequência a mais um ano de competições.
“Ao longo do ano vamos participar de outras competições. O esporte é uma coisa que quando a gente começa a fazer, vicia. É um vício gostoso, ainda mais quando a gente está com nossa filha. É um prazer tê-la conosco e ver a alegria dela. Quando dá a largada, ela bate palmas, fica feliz… É um prazer fazer uma coisa que motiva ela e nos motiva. E é a saúde, o benefício que a gente ganha em troca é ter mais saúde”, finalizou.










