
Forte Tiuna, maior complexo militar da Venezuela, é visto com fogo após série de explosões em Caracas – Foto: Luis JAIMES / AFP
VENEZUELA. Na madrugada deste sábado (03), o cenário geopolítico da América Latina sofreu uma mudança drástica. Em uma operação de larga escala, forças militares dos Estados Unidos realizaram ataques aéreos e terrestres em pontos estratégicos da Venezuela, culminando no anúncio da captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Por volta das 3h da manhã (horário local), moradores de Caracas relataram intensas explosões e o voo rasante de aeronaves militares. A operação não se limitou à capital; ataques foram confirmados nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, visando bases militares, portos e o Aeroporto de Miranda.
Imagens divulgadas em redes sociais mostram grandes colunas de fumaça em Fuerte Tiuna, o principal complexo militar do país. O governo venezuelano, por meio do Ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou a ação como um “ataque vil e covarde”, afirmando que regiões residenciais também foram atingidas.
Através de sua plataforma Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o sucesso da missão. Trump declarou que Maduro e a primeira-dama foram “removidos do país” em uma operação conduzida por forças especiais e agências de segurança americanas.
“Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país. Ele será levado à justiça em solo americano”, afirmou Trump.
A Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, reforçou que o líder venezuelano enfrentará julgamento em um tribunal de Nova York, sob graves acusações de narcotráfico e liderança de organização criminosa. Uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago está programada para o início da tarde de hoje para detalhar a operação.
Reações: Brasil e o Mundo em Alerta
A intervenção provocou uma onda imediata de repúdio e preocupação internacional:
Brasil: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou veementemente a ação, classificando os bombardeios como uma “afronta gravíssima à soberania” e uma violação do direito internacional. Lula convocou uma reunião de emergência e pediu uma resposta vigorosa da ONU.
Aliados da Venezuela: Rússia, Irã e Cuba denunciaram o ataque como “terrorismo de Estado” e “agressão imperialista”, alertando para o risco de uma desestabilização global.
Por outro lado, o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou a operação, alinhando-se à narrativa de Washington sobre o combate ao crime transnacional.





