
RIO NEGRINHO. Na última quinta-feira (11), sindicatos que representam os trabalhadores da indústria do papel em Santa Catarina participaram, em Itapema, da segunda rodada de negociações salariais com o sindicato patronal. O encontro ocorreu na sede da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fetiesc) e manteve em pauta o reajuste salarial da categoria, cuja data-base é outubro.
Em entrevista ao Nossas Notícias, a rio-negrinhense Cíntia Ronska, a Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Papel (Sintipar), explicou que a reunião deu continuidade às tratativas iniciadas anteriormente, em um cenário considerado desafiador pelas entidades sindicais. Segundo ela, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de outubro fechou em 5,1%, e a falta de sinalização de ganho real por parte do setor patronal tem dificultado o avanço das negociações.
Apesar das dificuldades, Cíntia avalia que houve avanços importantes, especialmente em relação aos benefícios. A cesta básica, por exemplo, teve reajuste de 43%, passando de R$ 210 para R$ 300. Para empresas que já praticavam valores superiores, ficou acordado um reajuste de 14,58%, com limite de até R$ 550. O abono pago no período que antecede a Páscoa também foi reajustado em 30%, chegando a R$ 700, enquanto valores acima desse montante terão correção de 8,6%.
Em relação aos salários, a dirigente sindical informou que foi fechado um reajuste de 5,7%, com piso mínimo estabelecido em R$ 2.031. Para os salários acima do piso, o percentual será aplicado de forma proporcional. Ela destacou que a negociação foi complexa, principalmente em razão dos impactos econômicos enfrentados por alguns segmentos, como o de embalagens e caixas, fortemente ligados ao setor moveleiro.
O sindicato representado por Cíntia Ronska abrange trabalhadores das indústrias do papel dos municípios de Itaiópolis, Mafra, Rio Negrinho, São Bento do Sul e Campo Alegre. Mesmo diante das dificuldades enfrentadas em 2025, a avaliação é de que o resultado foi positivo e demonstra a firmeza das entidades sindicais no processo de negociação. “Seguimos confiantes de que o próximo ano trará ainda mais conquistas para a categoria”, concluiu.





