Nossas Notícias

Menino de 6 anos morre após receber adrenalina intravenosa em hospital de Manaus; médica reconhece erro e caso é investigado como homicídio doloso qualificado

Menino de 6 anos morre após receber adrenalina intravenosa em hospital de Manaus; médica reconhece erro e caso é investigado como homicídio doloso qualificado

Menino de 6 anos morre após receber adrenalina intravenosa em hospital de Manaus; médica reconhece erro e caso é investigado como homicídio doloso qualificado

BRASIL. O pequeno Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, morreu após receber uma dose de adrenalina aplicada por via intravenosa em um hospital particular de Manaus. A família denuncia que a criança foi vítima de erro na administração do medicamento e cobra responsabilização.

Benício foi levado ao hospital no sábado, 23 de novembro, com tosse seca e suspeita de laringite. A médica responsável prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa, com 3 ml a cada 30 minutos. O pai, Bruno Freitas, relatou que questionou a técnica de enfermagem ao perceber a prescrição, já que o filho nunca havia recebido o medicamento pela veia, apenas por nebulização. Mesmo assim, a dose foi aplicada.

Logo após a primeira administração intravenosa, o menino apresentou piora súbita e foi levado para a sala vermelha, onde a oxigenação caiu para cerca de 75%. Benício foi transferido para uma UTI, mas sofreu seis paradas cardíacas e morreu.

Nos desdobramentos do caso, novas informações vieram à tona. A médica Juliana Brasil Santos, que prescreveu a medicação, foi ouvida pela Polícia Civil na sexta-feira (28). No relatório enviado pelo hospital às autoridades, ao qual a Rede Amazônica teve acesso, a médica reconhece que errou ao prescrever adrenalina na veia da criança. No documento, ela diz ter comentado com a mãe que a medicação deveria ser administrada por via oral e afirmou ter se surpreendido porque a equipe de enfermagem não questionou a prescrição.

A técnica de enfermagem Raiza Bentes, responsável pela aplicação do medicamento, também prestou depoimento. Ela afirmou que apenas seguiu a prescrição registrada no prontuário.

O delegado Marcelo Martins informou que o caso é investigado como homicídio doloso qualificado, com possibilidade de enquadramento por crueldade. A investigação já analisou prontuários, ouviu profissionais envolvidos e segue aprofundando a apuração. Apesar do pedido de prisão preventiva feito pelo delegado, a Justiça negou a solicitação por entender que não há, até o momento, fundamentos suficientes para mantê-la presa. A médica segue respondendo ao processo em liberdade.

Com informações do G1

Menino de 6 anos morre após receber adrenalina intravenosa em hospital de Manaus; médica reconhece erro e caso é investigado como homicídio doloso qualificado

Menino de 6 anos morre após receber adrenalina intravenosa em hospital de Manaus; médica reconhece erro e caso é investigado como homicídio doloso qualificado

Facebook
WhatsApp
Telegram