
RIO NEGRINHO. A equipe do Nossas Notícias recebeu uma denúncia sobre o possível vazamento de imagens internas do pronto-socorro da Fundação Hospitalar de Rio Negrinho, registradas durante o atendimento às vítimas do ataque ocorrido no Supermercado Compre Mais, do bairro São Rafael, na semana passada. De acordo com o denunciante, que pediu para não ser identificado, fotos teriam sido tiradas dentro da sala de atendimento e publicadas nos stories de uma rede social com comentários de deboche.
“Recebi um print onde foram tiradas fotos da sala de cirurgia e postadas para os ‘melhores amigos’, com a legenda ‘o famoso sextou’. Na postagem, também havia outra imagem debochando com a frase ‘plantão tranquilo graças a Deus’. Acho um absurdo expor um caso tão delicado dessa forma”, relatou. As imagens enviadas à redação mostram a sala do pronto-atendimento com marcas de sangue, partes dos corpos das vítimas, a mão ferida e a mão amputada de uma das vítimas. Nos stories, eram marcadas três pessoas, acompanhadas das frases:
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“Plantão tranquilo graças a Deus”;
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“Plantãozinho tranquilo hoje, 3 FAB ao mesmo tempo, cenário de guerra”;
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E, no canto inferior, “O famoso sextou”.
Diante da gravidade da denúncia, o Nossas Notícias procurou o interventor da Fundação Hospitalar de Rio Negrinho, Anderson Godoy, que confirmou que o hospital já abriu uma investigação interna para apurar o caso. “Já pedimos ao TI para apurar as imagens e tentar extrair informações de quem foi o responsável. Não havendo resultado útil, iremos proceder com uma apuração interna junto às pessoas que foram marcadas na publicação, a fim de identificar o autor e aplicar as medidas cabíveis, conforme o tipo de vínculo com o hospital”, explicou Godoy.
“Recebemos a notícia do fato pela ouvidoria e estamos em fase de apuração. Ressaltamos que a Fundação Hospitalar não coaduna com atitudes do gênero, sendo expressamente proibida a vinculação de qualquer imagem ou informação interna do hospital. Repudiamos o ato”, afirmou ainda a unidade de saúde, através de nota.
Godoy afirmou que o print recebido pela instituição, o mesmo que chegou à redação, está cortado, dificultando a identificação da pessoa que postou. Ele ainda faz um apelo para quem possua o print completo, entre em contato com o Nossas Notícias pelo WhatsApp (47) 99215-9828 ou com a ouvidoria da Fundação Hospitalar pelo WhatsApp (47) 3646-2008. O denunciante pode solicitar que sua identidade seja preservada e vai contribuir para que as medidas necessárias sejam tomadas com mais brevidade.
O interventor descreveu as imagens como “horríveis” e com frases ”desnecessárias”, lamentando o conteúdo das publicações. “Totalmente sem noção quem fez isso”, afirmou Godoy que ressaltou ainda que as medidas disciplinares dependerão do vínculo profissional, já que enfermeiros são contratados pelo regime CLT e médicos atuam como prestadores de serviço (PJ).






