
SANTA CATARINA. A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (30) a terceira fase da “Operação Corrosão”, que resultou no cumprimento de 19 mandados de prisão preventiva. A ação visa desarticular um complexo esquema de ingresso ilegal de aparelhos eletrônicos em penitenciárias do Norte catarinense.
De acordo com as investigações, a organização criminosa buscava cooptar agentes terceirizados com vínculo com o sistema prisional para facilitar a entrada de telefones e garantir que os detentos tivessem acesso aos dispositivos.
Nesta nova etapa, os mandados de prisão preventiva foram cumpridos em diversas unidades do sistema prisional, incluindo a Penitenciária Industrial de Joinville, o Presídio Regional de Joinville, o Presídio Feminino Regional de Joinville e o Complexo Penitenciário do Estado, em São Pedro de Alcântara.
A operação também alcançou investigados em bairros de Joinville, como Vila Nova e Floresta, além do bairro Itinga, em Araquari.
A Operação Corrosão já havia apresentado resultados importantes. Na segunda fase, em agosto de 2025, a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um advogado que, utilizando-se ilegalmente da profissão, passou a atuar em benefício direto da organização criminosa em Santa Catarina.
A ação desta quinta-feira contou com a participação de policiais civis da Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Decor), equipes da DEIC e da DLAV/DEIC, além do apoio de policiais penais. A investigação continua em andamento para a desarticulação completa do esquema.