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Rio Negrinho: confira a explicação do vereador Dido para o “vídeo das cestas básicas” e o que os assentados que foram à Câmara nesta segunda acharam da justificativa

Rio Negrinho: confira a explicação do vereador Dido para o “vídeo das cestas básicas” e o que os assentados que foram à Câmara nesta segunda acharam da justificativa

Rio Negrinho: confira a explicação do vereador Dido para o “vídeo das cestas básicas” e o que os assentados que foram à Câmara nesta segunda acharam da justificativa

RIO NEGRINHO. Um vídeo que circulou nas redes sociais no fim de semana provocou reação de moradores dos assentamentos do interior, que compareceram na sessão da Câmara desta  segunda-feira (27).

Eles não puderam usar da Palavra Livre, pois não haviam se inscrito com a antecedência necessária – que seria até sexta-feira (24) – , uma regra da Casa, válida para qualquer pessoa que queira se manifestar.

No entanto, ouviram as explicações do vereador Dido, presidente da Câmara, que disse que as falas não foram direcionadas aos assentados de Rio Negrinho e se posicionou contra o PT e o MST.

Nesta matéria você confere informações sobre o vídeo, sobre a fala do parlamentar, a opinião dos assentados sobre as justificativas apresentadas, o que Dido disse sobre as críticas recebidas e o posicionamento de Denilson da Cruz, ex-vereador que também participou da gravação.

O vídeo 

Nas imagens, Dido aparece ao lado do subprefeito do Distrito de Volta Grande,  Daniel Blaszkovsky, conhecido como Pequeno, de Denilson e do empresário Dimitris Antônio Rusezyk, o popular Mires.

No vídeo, eles falam sobre entrega de cestas básicas. Durante a gravação, Pequeno começa falando sobre um desafio da equipe da Volta Grande, que conforme ele, já teria sido aceito.

“Encontrei os doadores de cesta básica”.

Na sequência, Dido diz que vai doar uma cesta básica, Denilson diz que vai doar duas e Mires, três.

“Só não pode ser doado pra petista”, fala o empresário.

“E nem sem terra”, complementa Da Cruz.

Os quatro finalizam se mostrando em acordo com os requisitos elencados.

A explicação 

Em sua fala na Câmara, Dido disse que o grupo se referia à Exposãobento, que acontece em 8 e 9 de novembro, no Parque da Cidasc e contará com o 1º Desafio de Operadores, além de uma exposição de máquinas da linha amarela, agrícolas e uma área multissensorial.

“Infelizmente, o vídeo postado no final de semana causou revolta em vocês, mas eu gostaria de explicar o motivo que foi feito aquele vídeo. Isso ninguém explicou para vocês. Acredito que o início do vídeo deveria ter sido diferente e o Pequeno poderia ter explicado a quem nós estávamos nos referindo”, afirmou.

Ele destacou que o vídeo foi gravado de forma espontânea, após serem convidados a participar da divulgação do evento.

“Temos a Exposaobento, e lá vai haver um desafio de operadores de máquinas pesadas. Tem equipes de Rio Negrinho, de São Bento, de empresas particulares e prefeituras. O idealizador do evento pediu às equipes que arrecadassem cestas básicas para doações. E na hora nos convidaram para fazer o vídeo, aquilo foi espontâneo”, alegou.

Repercussão

As falas geraram indignação entre moradores do assentamento, que entenderam o conteúdo como uma forma de preconceito político e social.

Para a sessão da Câmara, os assentados levaram cartazes com mensagens como: “Não queremos cestas básicas, queremos estradas boas”, “Respeito, independentemente de apoio político” e “Fora Dido e Fora Pequeno”, além de críticas ao preconceito e cobranças pelas pontes do Assentamento Domingos de Carvalho e do Zemann, que, segundo os manifestantes, “já estão de aniversário”, em alusão à demora nas obras para suas devidas recuperações.

Os moradores afirmaram que o vídeo foi ofensivo e pediram respeito, melhores condições de infraestrutura e igualdade de tratamento para as comunidades rurais do município.

“O remendo ficou mais feio que o rasgo” 

Na sessão estavam presentes representantes de todos os oito assentamentos existentes em Rio Negrinho, que juntos reúnem cerca de 240 famílias.

Procurado pela reportagem aqui do Nossas Notícias, Manoel Antônio Roque, uma das lideranças dos assentados, comentou sobre a fala do presidente da Câmara e a repercussão do vídeo.

“Nossa opinião é que o remendo ficou mais feio do que o rasgo, porque ele, como vereador, não importa se gosta ou não de alguém, mas como autoridade pública, tem que exercer o papel de vereador, não o da opinião pessoal. O pessoal acha que ele precisa cumprir sua função no poder público. Ele pode ser contra qualquer coisa, mas se não quer ajudar as pessoas, arrumar as estradas ou estar junto, então saia do poder público. É isso que o povo pensa. Deixe pra outra pessoa que enxergue todo mundo como trabalhador, como ser humano. O povo acha que ele não merece estar na função dele. Até porque, depois de eleito, o vereador ou o prefeito não representa um grupo, e sim todo o município”, afirmou.

Mais declarações de Dido e Denilson

Procurado pelo Nossas Notícias, Denilson confirmou a versão de Dido, reforçou que é de direita, contra o MST e contra o PT. Porém, garantiu que tem amigos nos assentamentos da cidade e que de forma alguma suas declarações foram pessoais.

“Sou contra o movimento sem terra, que nem existe aqui, porque aqui na cidade eles não são sem terra, são assentados. Sou contra as invasões e tudo o que o MST faz, não tem nada a ver com as pessoas aqui de Rio Negrinho”.

Dido fala sobre críticas recebidas 

O vereador afirmou não ter problema pessoal com os moradores e defendeu seu direito de opinião.

“Eu moro em um país livre e democrático. Tenho direito de não concordar com o PT e com o MST, assim como a esquerda tem direito de chamar os patriotas de direita de golpistas ou terroristas. Cada um exerce seu direito e faz política da sua forma”, citou.

Ele também disse acreditar que parte da reação foi incentivada por terceiros.

“Infelizmente, vejo que vocês foram manipulados e incentivados por pessoas com interesse em se promover. Usaram vocês para virem aqui, mas a casa é livre e vocês têm direito de se manifestar”, argumentou.

O presidente concluiu dizendo estar aberto ao diálogo.

“Se quiserem conversar no particular, converso com vocês também. Agora, estou no meu direito, assim como vocês estão, no de se manifestar. Alguns cartazes também são ofensivos a mim, e eu não merecia isso. Assim como o que foi dito sobre o MST ou o PT não foi dirigido pessoalmente a ninguém”, frisou.

 

Rio Negrinho: confira a explicação do vereador Dido para o “vídeo das cestas básicas” e o que os assentados que foram à Câmara nesta segunda acharam da justificativa

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