
RIO NEGRINHO.Muita alegria e solidariedade marcaram a Tarde Rosa realizada neste sábado (18), na Sociedade Musical de Rio Negrinho. O evento, organizado pela Rede Feminina de Combate ao Câncer, reuniu cerca de 400 pessoas e foi palco do lançamento do livro “Um Amanhã de Esperança”, obra que reúne relatos de 25 pacientes, ex-pacientes, voluntárias, presidentes e ex-presidentes da entidade.
Além de um delicioso café e sorteios de brindes, o público acompanhou apresentações especiais, com voluntárias cantando o hino da Rede e pacientes e ex-pacientes dançando com leques, num gesto simbólico de força e gratidão, além de apresentações da cantora Camile Bastos.
Presidente com a palavra: emoção e solidariedade
A presidente da Rede Feminina, Sueli Terezinha Veiss Stoeberl, falou sobre a emoção do momento.
“A emoção é muito grande, porque começamos esse projeto no ano passado e foi muito trabalho, muitas pessoas envolvidas. Agora, ver tudo pronto e poder mostrar isso à comunidade é uma grande realização. Tenho certeza que será uma tarde muito agradável e todos vão aproveitar muito”, disse.
Sueli ainda destacou que os exemplares do livro estarão disponíveis a partir de segunda-feira (21) na sede da Rede Feminina, com o valor de R$ 50.
“Quem adquirir vai se emocionar com as histórias e, ao mesmo tempo, ajudar a entidade”, completou.
Como tudo começou
A assistente social Maria Lúcia Meros Guebert, uma das idealizadoras da obra, explicou como o projeto começou.
“A ideia nasceu a partir dos registros guardados por uma voluntária do Grupo Esperança. No início, pensamos em algo simples, talvez um livro digital, mas com o apoio de muitas pessoas e da Academia de Letras de Rio Negrinho, o projeto cresceu e se tornou algo muito especial. Hoje, ver o livro pronto é um sonho realizado”, contou emocionada.
Depoimentos
Entre os depoimentos que compõem o livro está o de Cristiane Gonçalves de Lima, paciente que enfrentou o câncer e hoje celebra a vida.
“Foi uma mistura de emoção e gratidão. Reviver tudo o que passei foi difícil, mas poder ajudar outras pessoas com a minha história é algo muito bonito. Gratidão a Deus define tudo isso.” relata.
A paciente Iracilda Aparecida Neppl Baum também compartilhou sua vivência.
“Participar do livro foi difícil porque a gente revive o passado, mas foi importante. Hoje estou curada e muito grata à Rede Feminina. Lá, somos uma família — sempre acolhendo quem chega”.
A professora Solange Tureck Schier, autora do livro, contou que recebeu o convite para escrever a obra em novembro do ano passado.
“Foi uma honra. Desde o início imaginei como o livro seria, e hoje ver ele pronto é um sonho realizado — meu e da Rede”, afirmou.
O presidente da Academia de Letras do Brasil – Seccional Rio Negrinho, Cleverson Vellasques, também participou do evento, que contou ainda com a presença da presidente da Rede Feminina de Jaraguá do Sul. Em sua fala, ela reforçou a importância da união e da solidariedade.
“Mulheres, mesmo feridas, abriram suas asas ao compartilhar suas dores. Ser convidada foi uma honra indescritível”, declarou.
Trajetória
Encerrando a tarde, a presidente Sueli lembrou a trajetória da entidade, fundada em 22 de maio de 1992, e destacou o amor e o comprometimento das 47 voluntárias que mantêm viva a missão da Rede.
“Reafirmamos o valor da união, do amor e da solidariedade que movem a nossa Rede”, disse.
Acompanhando
O Nossas Notícias acompanhou de perto este momento de emoção, superação e esperança — um reflexo do trabalho incansável das mulheres que, todos os dias, transformam dor em força e solidariedade em vida. LEIA TAMBÉM:
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