
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO, cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Brusque, na manhã desta quarta-feira (08), durante a Operação Nacional Proteção Integral III, que tem como foco o combate à produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantojuvenil.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Itajaí e incluíram o afastamento de sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos alvos. A ação contou com o apoio técnico da Polícia Científica de Santa Catarina, responsável por garantir a preservação e a integridade das evidências coletadas.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a investigação é conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Brusque, com apoio da Polícia Federal, e identificou suspeitos envolvidos no consumo e na disseminação de material de abuso sexual de crianças e adolescentes.
“A prática desses crimes alimenta um mercado ilícito e perigoso, sustentado pelo compartilhamento anônimo e pela exploração de vítimas extremamente vulneráveis”, destacou o MPSC em nota.
A operação contou com informações repassadas pela Coordenação de Repressão a Crimes Cibernéticos Relacionados a Abuso Sexual Infantil (CCASI), da Polícia Federal, reforçando a importância da cooperação entre órgãos estaduais e federais no enfrentamento a esse tipo de crime.
A Operação Proteção Integral III é uma ação coordenada em nível nacional e mobiliza Polícias Civis e Federais em diversos estados, incluindo Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
O objetivo é identificar e punir indivíduos envolvidos em redes de pedofilia, que utilizam o pseudoanonimato da internet para cometer e divulgar crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes.
As investigações revelam que os suspeitos costumam demonstrar interesse sexual por crianças e adolescentes, agindo em fóruns e plataformas digitais de difícil rastreamento.
“Esses crimes exigem duras medidas de repressão, pela gravidade e pelo risco que representam à sociedade. A prioridade deve ser sempre a proteção das vítimas e a interrupção imediata dessas práticas”, ressaltou o GAECO.
O CyberGAECO reforça que o consumo e o compartilhamento de pornografia infantil não são crimes sem vítimas. Cada arquivo compartilhado representa uma nova violação à dignidade e aos direitos fundamentais das crianças envolvidas.





