
RIO NEGRINHO. Nesta segunda-feira (8), em que se celebrou o Dia Internacional da Alfabetização, o Nossas Notícias traz a história de alguém que fez dessa missão o sentido de sua vida: Maria Helena Jantsch Anton, professora aposentada da rede municipal de Rio Negrinho. Aos 57 anos, Maria Helena carrega em sua trajetória mais de três décadas dedicadas a ensinar crianças, jovens e adultos a ler e escrever.
Mais do que transmitir conhecimento, ela deixou em cada aluno uma marca de carinho, respeito e amor. “Desde criança eu tinha o sonho de ser professora. Meus pais improvisaram uma tábua e giz, e eu brincava de dar aula para minhas bonecas”, cita.
O sonho de menina virou realidade. Formada em Magistério pelo Colégio Cenecista São José, licenciada pela UDESC e pós-graduada, Maria Helena trabalhou em escolas como EMEB Professora Selma Teixeira Grabowski, Marta Tavares, Colégio Cenecista São José, EMEB Professora Lucinda Maros Pscheidt e EMEJA.
Foram 32 anos alfabetizando, sempre com um lema que a guiava. ““Ensinar através do amor. Meu objetivo: ver o que ensinei germinar, dar flores e frutos. O caminho? Aquele em que meus alunos e eu possamos andar sem tropeçar. Meu guia: Deus!”, destaca.
Uma marca de sua carreira foi a maneira singular de ensinar. Inspirada por relatos de uma amiga sobre novos métodos, criou sua própria forma de alfabetizar: usava o nome e a história de cada criança como ponto de partida para construir o aprendizado. “Sempre dizia às mães que tratava os filhos delas como gostaria que tratassem a minha filha, com muito amor”, conta.
Com o tempo, Maria Helena foi juntando não só memórias, mas também registros: cadernos e diários de recordação, onde guardava nomes e lembranças de seus alunos. Hoje, ao reencontrá-los já adultos, muitos com suas próprias famílias, recebe abraços calorosos e ainda é chamada de “professora” — um reconhecimento que considera seu maior presente.
Além da família, Maria Helena faz questão de destacar quem esteve ao seu lado na caminhada. “Tenho muito a agradecer à dona Ivone Pilz, que me ajudou muito no início da carreira. Ela me ensinou a amar a alfabetização”, diz com gratidão.
No Dia Internacional da Alfabetização, histórias como a de Maria Helena lembram que ensinar a ler e escrever vai muito além das palavras: é plantar sementes de futuro e esperança em cada vida transformada pelo conhecimento.
Maria Helena encerra a entrevista, incentivando quem continua lecionando. “De todos os plantios que você fizer na vida, o mais importante sempre será o amor. Mesmo que todos digam que não vale a pena, se você acreditar, você será e fará os outros felizes”, conclui.
































