
RIO NEGRINHO. Realizado na quarta-feira (13), o 7° Fórum de Hidrologia, promovido pelo Núcleo de Cheias da Associação Empresarial (Acirne), trouxe, como proposto, novas experiências de municípios que passam por situações iguais ou semelhantes as enfrentadas na cidade, no quesito enchentes e alagamentos.
Promover uma discussão sobre o enfrentamento aos transtornos e a busca constante por soluções para amenizar o impacto desses episódios foi mais uma vez o objetivo do fórum.
O evento ocorreu na sede da associação e contou com participantes da comunidade, servidores da prefeitura e da vereadora Ketty Schroeder. A ação fez parte da programação do Mês dos Núcleos, promovido pela Acirne.
A reportagem aqui do Nossas Notícias acompanhou a reunião e entrevistou os três palestrantes, que com mediação da empresária Eliete Adriani da Cruz, falaram sobre quais pensam ser iniciativas importantes para reduzir os efeitos das cheias e enchentes na cidade. Essa é a segunda postagem de uma série de quatro, sobre os resultados da reunião.
Sugestões para Rio Negrinho
O engenheiro Reinaldo Pilotto, do IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), em sua palestra, contou detalhes sobre a construção dos parques lineares de Curitiba e suas funções “esponja” em momentos de cheias.
Ao Nossas Notícias, o especialista disse que em sua opinião, em Rio Negrinho teria que haver uma diretriz de ações, através de um estudo hidrológico muito firme, a participação de toda a comunidade nesse resultado e um convencimento do poder público local de que essas ações têm que ser realizadas.
“É importante que, cada vez que houver um pedido do poder público para a comunidade, que o poder público dê alguma coisa para a comunidade. Essa participação, esse retorno. Assim, nas questões ambientais, principalmente, se há uma ação do poder público, a população vem junto, vai obedecer ou vai cumprir aquilo que está sendo pedido para ela”, citou.
Isso, conforme ele, se refere inclusive quando chegar no comprometimento dos moradores em sair das áreas de risco quando for necessário.
“É preciso que a cidade compreenda que vão ocorrer esses eventos e como que ela deve agir em conjunto. É importante que as ações que forem pedidas ou forem implementadas pelo poder público sejam compreendidas pela população, já que é para o bem dela”.
Os outros palestrantes foram:
• Coronel Carlos Olímpio Menestrina, Secretário de Defesa Civil de Blumenau
Falou sobre Estrutura, ações e exemplos práticos da Defesa Civil de Blumenau no enfrentamento a enchentes
• Carlos Alberto Rockenbach, engenheiro agrônomo e mestre em Ciências do Solo, especialista em Recursos Hídricos pela Epagri
Falou sobre Rede de monitoramento hidrológico de Rio Negrinho e previsões climáticas da Epagri/Ciram





