
RIO NEGRINHO. Isabel Cristina Ribeiro Pereira, de 44 anos, moradora do bairro Vista Alegre, conversou com a reportagem do Nossas Notícias sobre a difícil realidade que enfrenta desde que sofreu um grave acidente de moto em 2013. Na ocasião, ela levava o marido até o hospital, durante a madrugada, quando colidiu contra uma carreta estacionada em meia pista. Na época não havia acostamento na via e as condições climáticas eram de forte chuva e neblina.
“Na época nem tinha acostamento. A carreta estava tomando a meia pista. Quando vi o refletor, puxei pra fora, mas ele, por estar com dor, puxou pro lado da carreta e acabou batendo. Daí me lançou contra ela”, relata.
Desde então, a rotina de Isabel se transformou. O acidente deixou sequelas físicas graves e, ao longo dos anos, ela passou por diversas cirurgias. Na próxima quinta-feira (17), ela fará a nona – dessa vez na coluna cervical. A recuperação tem sido difícil e, além das dores constantes, Isabel passou a sofrer de convulsões.
Ela conta ainda que precisa tomar cerca de oito medicamentos por dia, alguns fornecidos pelo Estado, mas muitos precisando ser comprados com recursos próprios. “Só de remédio dá quase mil reais por mês. Tem da convulsão, da pressão, para dor, para dormir. O da dor é forte e o SUS não dá, então a gente tem que comprar. E tem mês que não dá”, desabafa.
A situação financeira da família é frágil. Isabel recebe um valor de afastamento e uma pensão por morte, mas os dois benefícios juntos não chegam a R$ 2 mil. Parte do valor é descontada por empréstimos feitos ao longo dos anos para tentar manter o básico.
O marido, que antes fazia bicos para complementar a renda, deixou de trabalhar por orientação médica, já que as convulsões de Isabel exigem que ela esteja sempre acompanhada. O filho do casal, que está em avaliação para autismo e já tem diagnóstico de TDH, também precisa de atenção especial. “Ele tem alimentação bem restrita. Se falta o que ele come, não adianta ter outra coisa em casa. Ele não aceita”, explica.
A família vive em uma casa antiga, que pertence ao espólio do pai de Isabel e está em inventário. Por isso, não é possível reformar o imóvel, que já apresenta problemas estruturais graves.
Outro pedido feito por Isabel é por um colchão. “Hoje eu durmo no sofá, porque não consigo mais deitar na cama por causa das dores. Um colchão mais macio já ajudaria bastante”, conta ela. Diante de tantas dificuldades, ela decidiu pedir apoio da comunidade. “Sei que hoje em dia é mais difícil ajudar por causa de tanto golpe, mas a gente tá aqui, precisando. Qualquer ajuda é bem-vinda: alimento, remédio, dinheiro… o que vier já ajuda muito”, afirma.
Quem quiser colaborar pode procurar diretamente a família na Rua Tibúrcio de Carvalho, número 671, bairro Vista Alegre, ou pelo Whatsapp (47) 99282 8675 (Isabel).


