
RIO NEGRINHO. Nesta semana aconteceu, na Câmara Municipal, o 1º Painel “Convivendo com Diabetes”, uma iniciativa da Procuradoria da Mulher, em parceria com a Associação Convivendo com Diabetes de Rio Negrinho. O evento reuniu especialistas e membros da comunidade, em uma noite marcada por informação, acolhimento e troca de experiências. A reportagem do Nossas Notícias esteve no local, acompanhando o momento.
A vereadora Keti Schroeder PL, deu início ao painel destacando que este é apenas o primeiro passo rumo a uma cidade mais consciente, informada e acolhedora para quem vive com a diabetes. Em seguida, a presidente da Associação, Beatriz Schwendner Ignaczuk, fez um apelo pela mobilização da comunidade.
“A gente precisa se unir e mostrar o que a gente precisa. Ninguém vai adivinhar. Temos que falar da doença, mostrar os tipos, explicar como ela funciona. Só assim conseguimos melhorias. Precisamos aproveitar esse momento de visibilidade para falar de nós e buscar benefícios para todos”, citou.
O painel teve uma abordagem ampla, com falas de profissionais das áreas da saúde, direito e psicologia. A médica Andrea Cristina Batista Betkowski Duvoisin explicou de forma clara como a diabetes age no corpo, destacando que a doença está relacionada à produção ou ação insuficiente da insulina — hormônio essencial para a entrada da glicose nas células. Quando esse processo falha, o açúcar se acumula no sangue, podendo causar complicações graves.
A doutora também destacou os sinais da deficiência de insulina, o uso de sensores de glicose e a importância de manter uma rotina saudável, com alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos e uso correto das medicações, como as insulinas disponibilizadas gratuitamente pelo SUS.
O advogado Lucas Liebl compartilhou sua experiência pessoal com o diagnóstico da diabetes em 2015, enfatizando a importância do autocuidado e do enfrentamento com coragem e informação. Já o advogado Gabriel Wielgosz esclareceu os direitos das pessoas com diabetes, citando a portaria conjunta de 17 de novembro de 2019, que garante o acesso gratuito a insumos, medicamentos, acompanhamento profissional e tratamento padronizado pelo SUS para pessoas com diabetes tipo 1.
A psicóloga Fernanda Cristina Neidert abordou o impacto emocional do diagnóstico, comparando-o ao processo de luto — com fases como negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Ela reforçou a importância do acolhimento e da escuta ativa para quem convive com a condição diariamente.
Outro ponto de destaque foi a recomendação para manter a vacinação em dia, especialmente contra infecções como a pneumonia, que podem representar risco elevado para pessoas com diabetes. Ao final, o público teve espaço para perguntas e trocas, transformando o evento em uma roda de conversa, aprendizado e empoderamento coletivo.







