
SANTA CATARINA. Na manhã desta quarta-feira (4), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou a 5ª fase da Operação “Sodalitas Finis”, com apoio da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Xanxerê. A ação mira uma organização criminosa com atuação em várias cidades do estado, e concentra esforços para desarticular suas atividades ligadas ao tráfico de drogas, homicídios e roubos.
Ao todo, estão sendo cumpridos 43 mandados de prisão preventiva e 51 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Xanxerê. As ações ocorrem simultaneamente nos municípios de Lages, Chapecó, Xanxerê, Mafra, Ponte Serrada, Abelardo Luz e Faxinal dos Guedes.
O nome da operação, “Sodalitas Finis” — que em latim significa “o fim do grupo” — marca uma ofensiva direta contra uma rede criminosa que vem sendo monitorada há meses. As investigações apontam a estrutura do grupo como uma engrenagem articulada, com envolvimento em crimes de alta periculosidade e forte presença em regiões estratégicas do estado.
A operação mobiliza um efetivo de 315 agentes, incluindo:
- 5 membros do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)
- 84 integrantes do GAECO
- 117 Policiais Penais
- 58 Policiais Militares (com unidades do BOPE e do núcleo de cães)
- 40 Policiais Civis (incluindo operadores da CORE e cães farejadores)
- 4 Bombeiros Militares
- 5 Policiais Científicos
- 2 Guardas Municipais de Chapecó
- Apoio aéreo do SAERFRON
A Polícia Científica também atua na preservação da cadeia de custódia das evidências coletadas.
Desde agosto de 2023, a Operação Sodalitas Finis já teve quatro fases anteriores, que resultaram na prisão de 173 pessoas. Com os 43 mandados cumpridos nesta 5ª fase, o total de detidos sobe para 216 — número que representa um marco na ofensiva contra o grupo.
As etapas anteriores também levaram à apreensão de armas de fogo, munições, entorpecentes (cocaína, maconha e crack) e mais de R$ 600 mil em espécie.
A investigação segue sob sigilo judicial. Novas informações serão divulgadas pelo Ministério Público e pelas forças de segurança à medida que os autos forem liberados para publicidade.






