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Rio Negrinho: Menina com síndrome rara evolui com equoterapia, e família pede apoio para seguir tratamento

Rio Negrinho: Menina com síndrome rara evolui com equoterapia, e família pede apoio para seguir tratamento

Rio Negrinho: Menina com síndrome rara evolui com equoterapia, e família pede apoio para seguir tratamento

RIO NEGRINHO. Paloma da Silva Gomes Peremebida nasceu com um diagnóstico difícil: Síndrome de West, uma forma rara de epilepsia infantil caracterizada por espasmos frequentes, atraso no desenvolvimento e um padrão anormal no eletroencefalograma. A equipe do Nossas Notícias conversou com o pai da menina, Ricardo Bembem Peremebida , que contou sobre a condição da pequena e do que ela precisa para ter mais qualidade de vida..

Ele conta que o maior susto veio quando ela tinha apenas dois meses de vida. “Ela estava com a barriga muito estufada e a gente viu que tinha algo errado. Levamos numa médica particular e ela suspeitou de obstrução intestinal. Na mesma hora já fomos pra Joinville, porque era grave”, relembra Ricardo.

Durante os exames no Hospital Infantil Jeser Amarante Faria, de Joinville, a situação piorou drasticamente. “Ela teve uma parada cardiorrespiratória ali mesmo. Foram mais de 40 minutos tentando reanimar. Quando a gente soube, o chão se abriu. Mas os médicos não desistiram e conseguiram trazê-la de volta”, cita o pai.

Em seguida, a equipe médica reuniu a família para comunicar que Paloma precisaria passar por uma cirurgia de alto risco. “A médica foi muito sincera. Disse que ela corria risco de vida. Mas a gente sabia que era a única chance. Autorizamos na hora, entregamos pra Deus e pros médicos”, detalha ainda o pai. Após o procedimento, veio a notícia mais dura: “Chamaram a gente numa madrugada e disseram que ela não passaria daquela noite. Liberaram pra que os familiares mais próximos pudessem se despedir. Eu só pensava: ‘Deus, faz um milagre’”, completa.

E o milagre aconteceu. Paloma sobreviveu à noite, permaneceu internada por dois meses, alternando entre a UTI e o quarto. Enquanto a mãe, Kety, ficou integralmente ao lado da filha, Ricardo se dividia entre o trabalho e as viagens semanais até Joinville. “Foi um tempo extremamente difícil. Mas a gente nunca perdeu a fé. Ela é uma guerreira. Uma vencedora”, conta.

Depois da alta, vieram inúmeros retornos médicos e avaliações com diversas especialidades. Com o tempo, as convulsões passaram a ser controladas por medicação e as visitas aos hospitais foram diminuindo.

Foi então que surgiu a indicação da equoterapia, uma abordagem terapêutica que utiliza o cavalo como instrumento de reabilitação. O movimento do animal estimula o equilíbrio, o tônus muscular, a postura e até mesmo aspectos cognitivos e emocionais.

“A gente já tinha ouvido falar, mas achava que só tinha em outras cidades. Um dia, no meu antigo trabalho, descobri que tinha um centro aqui perto. A gente foi conhecer, e o Leandro, que é quem atende lá, nos ofereceu uma sessão gratuita. A Paloma adorou. A gente também. A partir dali, não paramos mais”, destaca o pai.

Paloma faz as sessões na LS Equoterapia, que fica localizada na divisa entre Rio Negrinho e São Bento do Sul. A instituição é particular e coordenada por Leandro Stiegler, sendo que cada sessão custa R$ 100, totalizando R$ 400 por mês. Com pouco mais de dois anos de acompanhamento, os resultados já são visíveis.

“No começo, ela não conseguia nem rolar sozinha na cama. Hoje, ela se movimenta muito mais, tem firmeza no quadril, ganhou força nos braços. Teve um dia que deixamos ela deitada e, quando voltamos, ela estava sentada na beirada da cama. Foi um susto bom, a gente ficou feliz demais”, recorda o pai.

O tratamento é custeado com a ajuda de amigos, familiares, padrinhos e algumas instituições que já apoiaram financeiramente. Além disso, a família criou uma vaquinha online para arrecadar doações e garantir a continuidade da equoterapia.

“Nós temos muitos motivos pra agradecer. Cada pessoa que ajudou, que orou, que compartilhou a vaquinha… tudo isso fez a diferença. A Paloma merece o melhor, e a gente vai fazer o possível pra oferecer isso a ela”, frisa Ricardo.

Por fim, o pai deixa um recado para outras famílias que enfrentam batalhas parecidas: “A gente sabe que não é fácil, mas tem que buscar informação, conversar com os médicos. A equoterapia tem sido uma bênção pra Paloma. Se ajudou a gente, pode ajudar outras crianças também”, afirma.

Quem quiser contribuir com o tratamento da Paloma pode acessar a vaquinha através do link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/equoterapia-da-paloma-131bccac-aa22-4bed-abec-f334e4a65d69

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