
RIO NEGRINHO. Na noite deste domingo (23) começaram a circular áudios em grupos de WhatsApp dando conta de uma briga envolvendo um irmão do ex-vereador Arlindo André da Cruz, o Piska, e o presidente da Câmara de Vereadores, Rodrigo dos Santos, o Dido (PL), no estabelecimento que o parlamentar tem no bairro Bela Vista.
Nesta manhã, a reportagem aqui do Nossas Notícias buscou contato com os envolvidos para que os mesmos dessem suas versões sobre os fatos. Até o momento, conseguimos conversar com Piska, que confirmou o relato dos áudios e lamentou a situação, que conforme ele, ocorreu no sábado à noite (22), por volta das 22h, envolvendo seu irmão, chamado Ciro. Confira suas declarações de hoje no final do texto.
Também tentamos contato com Dido, pelo número de WhatsApp que temos salvo como sendo o seu e até o momento não recebemos retorno, mas o espaço fica aberto às suas manifestações.
O que dizem os áudios
Nos áudios que circulam nas redes sociais, dentre várias afirmações, Piska diz ter ficado muito triste pois, segundo ele, seu irmão é uma pessoa que trabalha bastante e não faz mal a ninguém e que, além disso, o presidente do legislativo e seu filho teriam batido em seu irmão após ele ter derrubado uma garrafa.
“Meu irmão nunca aprontou”, citou o ex-vereador em um dos áudios, no qual também chama Dido de covarde e jaguara.
Já em outro áudio de WhatsApp, que teria sido direcionado à Piska, Dido o teria intimado a ir até seu estabelecimento.
“Vem aqui no meu bar seu merda, seu bosta! Você é bem macho armado, vem aqui, seu cagão”, disse.
Também nos áudios, Piska fala que Dido machucou seu irmão e que a situação acabou com seu dia.
“Tenho provas do que aconteceu, conheço meu irmão, ele nunca andou aprontando com ninguém. Ele (o Dido) não perde por esperar, não estou ameaçando, amanhã é outro dia, tudo tem volta nesta vida. Mas ele bateu em um nego que tem família, não num ‘bosta’. Eu estava lá cinco minutos antes. Porque não fiquei cinco minutos a mais? Eu ia mostrar para eles como funciona o repolho”.
O que Piska falou nesta segunda-feira
Ao Nossas Notícias, o ex-vereador afirmou que o irmão não quis acionar a polícia para registrar o caso, mas confirmou que a confusão teria acontecido após ele derrubar uma garrafa.
“Ele não fez nada para ninguém e pularam o Dido e mais uns quatro ou cinco nele. Eles acham que são os donos do mundo, hoje eles estão no poder, se acham os donos de Rio Negrinho. Meu irmão só trabalha o dia inteiro e sabe ajudar muita gente, mas do jeito dele, faz isso quietinho e sempre tentou fazer o melhor para a família dele. Quem conhece meu irmão, sabe que ele toda vida participou do esporte em Rio Negrinho, nunca foi um mau elemento, nunca andou dando tapa em ninguém. Jogou futebol por anos … Ele (meu irmão), sendo cliente de tempo do cara (Dido), e foram bater nele, mas tudo na vida tem o seu retorno”, afirmou.
“Quero pedir desculpas”
Em maio do ano passado, um vídeo de Dido já havia viralizado nas redes sociais, onde ele aparecia ameaçando e derrubando de uma cadeira o atendente de uma loja de conveniências na rua Jorge Lacerda.
Naquela oportunidade, o vídeo mostrou ele afirmando “é o Dido” e, em tom ameaçador dizendo “pode saber o que vai acontecer com vocês” e “vou arrebentar tudo vocês”. Neste episódio de 2024, após um soco, ele ainda quebrou o nariz do atendente. De acordo com o rapaz, ele não conhecia o vereador e foi agredido pelo parlamentar porque foi confundido com outra pessoa, que estaria fazendo ameaças à família do vereador.
Nos áudios deste fim de semana, Piska diz ter se arrependido de ter votado a favor de Dido, em 27 de maio de 2024, quando estava no cargo. Na ocasião, ele fez parte do grupo da maioria de parlamentares que votaram contra o requerimento do vereador Maneco Alves, propondo que Dido fosse afastado temporariamente do cargo até que uma comissão de investigação e processante apurasse os fatos e definisse as medidas cabíveis a serem tomadas após a agressão.
“Quero pedir perdão para a família. Eu fui covarde e sei reconhecer meus erros”. LEIA TAMBÉM:





