
ESTADO. O segmento de madeira, com forte presença na região de São Bento do Sul, Rio Negrinho e Campo Alegre, deverá crescer 5,44% em Santa Catarina neste 2025. Segundo estimativas da FIESC – Federação das Indústrias -, esse desempenho é superior ao esperado para a elevação da indústria geral do Estado, projetado em 1,74%. A alta deverá vir pela resiliência da construção civil e pelo avanço das exportações.
No ano passado, a região exportou US$ 87,23 milhões em madeira. Desse volume, 91% saíram das madeireiras instaladas em Rio Negrinho. Somente a cidade exportou $ 79,63 milhões de dólares de madeira em 2024.
Segundo o Observatório FIESC, em 2023 a região registrava 86 empresas do segmento nos três municípios e aproximadamente mil trabalhadores.
A produção madeireira de Santa Catarina teve um crescimento de 9,22% em 2024, acima da média nacional, de 8,46%. O impulso veio das exportações, que avançaram 17%. Observou-se aumento das vendas internacionais a mercados emergentes, como Índia (61%), Emirados Árabes (18%), México (15%), Vietnã (9%) e China (7%).
A possibilidade de aumento de tarifas aos Estados Unidos também está sendo avaliada. Mas mesmo que o Brasil enfrente reciprocidade, as exportações do Estado permanecerão competitivas, com tarifas médias de cerca de 9%; ou seja, abaixo das praticadas por grandes concorrentes.
“As taxas menores do que as aplicadas à China seriam decisivas à abertura de novos mercados aos catarinenses”, avalia Arnaldo Huebl, vice-presidente da FIESC no Planalto Norte.





