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ALESC debate proibição de fogos com estampido para proteção de grupos sensíveis

ALESC debate proibição de fogos com estampido para proteção de grupos sensíveis

ALESC debate proibição de fogos com estampido para proteção de grupos sensíveis

SANTA CATARINA. Nesta terça-feira (28), a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) deu um avanço significativo na proposta de limitar fogos de artifício barulhentos no estado.

O Projeto de Lei nº 11/2023, de autoria do deputado Delegado Egídio (PL), passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tem o objetivo de proibir a venda e o uso de fogos de artifício com estampidos que ultrapassem 50 decibéis a 50 metros de distância, em todo o território catarinense.

A proposta foi desenvolvida com o intuito de reduzir os efeitos negativos dos ruídos em pessoas sensíveis, como crianças com autismo, idosos, pessoas com doenças neurodegenerativas e animais de estimação. Segundo o texto, os infratores estariam sujeitos a multas que variam entre R$ 5 mil e R$ 25 mil, com valores dobrados em casos de reincidência.

O projeto ainda precisa passar pelas comissões de Finanças, Turismo e Meio Ambiente, e de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal antes de seguir para votação no Plenário. Caso aprovado, a proibição impactaria eventos como o Réveillon de Florianópolis, onde o prefeito Topazio Neto (PSD) havia anunciado recentemente a volta dos fogos de artifício com estampidos.

Em resposta, o relator do PL, deputado Marcius Machado, classificou o retorno dos fogos ruidosos como “um retrocesso”, ressaltando o impacto negativo na população vulnerável.A cidade de Chapecó, em SC, já aplica uma lei similar desde 2021, que permite apenas o uso de “fogos de vista” – artefatos que produzem efeitos visuais sem ruídos altos.

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