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Rio-negrinhense ingressa no Esquadrão Antibombas do BOPE do Paraná

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Rio-negrinhense ingressa no Esquadrão Antibombas do BOPE do Paraná

RIO NEGRINHO. Nesta quarta-feira (1°), o rio-negrinhense Rafael Muehlbauer, de 36 anos, estará oficialmente entre o seleto grupos de formados do Esquadrão Antibombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do Paraná.

Muehlbauer é filho de Ivo Muehlbauer e Dorita Solange Siqueira. Casado há 17 anos com Karen Muehlbauer, é pai do Nickolas Muehlbauer, de 14 anos. À reportagem aqui do Nossas Notícias, ele e a esposa falaram mais sobre a profissão e os desafios enfrentados até a conquista no Batalhão considerado a elite da Polícia Militar.

Antes de entrar na carreira, quando ainda morava em Rio Negrinho, Muehlbauer foi professor de Química na Escola Jorge Zipperer, junto com a esposa. Na época ele ainda fazia a graduação em Química na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Joinville.

Sobre entrar para a PM no Paraná, ele disse que foi uma oportunidade que surgiu, após ser aprovado em concurso.

Na corporação ele já atuou como policial militar da RPA (Rádio Patrulha), atendendo todo tipo de ocorrência.

“Depois de quatro anos resolvi entrar para a ROTAM, uma tropa especializada, que atende mais ocorrências de alta periculosidade”.

Sobre o BOPE, ele disse que também fez estágio para poder estar entre o grupo.

“Todo policial sabe o peso que significa estar no BOPE, independente de onde seja. É uma tropa que existe dentro de todas as polícias militares de cada estado e que são consideradas Tropas de Elite de Operações Especiais. Tem que merecer participar”, frisou.

Muehlbauer participou do IV Curso Técnico de Explosivista Policial, realizado pelo esquadrão antibombas do BOPE/PMPR, capacitação que teve a duração de três meses.

“Durante o curso, viajamos para Goiânia e lá tivemos instruções sobre operação de defesa química biológica radiológica nuclear. Mas aqui, pudemos aprender algo mais aprofundado sobre o manuseio de explosivos, desativação, detonação, etc. Sempre tive aptidão para química, estudei e lecionei na área e o curso envolve muito sobre o conhecimento que eu já tinha”, lembrou ele, que é um dos formandos da solenidade especial que acontece no primeiro dia deste novembro.

Porém, o rio-negrinhense explicou que mesmo depois desse curso técnico, terá que fazer um estágio no esquadrão antibombas.

“O processo para ingressar nesse curso foi realizado na forma de concurso interno, aonde houve várias etapas eliminatórias, como prova teórica, provas práticas/TAF (Testes de Aptidões Físicas), provas psicológicas, investigação social e funcional, dentre outras”, disse.

O concurso interno foi aberto para policiais do Paraná e também com quatro vagas destinadas a policiais de outros estados (PMDF, Força Aérea, PMESP) e da Polícia de Córdoba, na Argentina.

“Tive o êxito de passar em todas as etapas, estudando, treinando e me dedicando muito. De 14 alunos formados, somente oito policiais ficarão atuando no Esquadrão Antibombas do BOPE/PMPR. Os demais retornarão para as suas unidades de origem”, explicou.

Ele também falou sobre suas expectativas a partir de agora.

“Acredito que a maior expectativa seja colocar em prática, com maestria, tudo que aprendemos, uma vez que com explosivos só se erra uma vez, pois um erro pode ser fatal. É algo totalmente novo, um dos equipamentos mais famosos e conhecidos por todos é o traje que usamos, que pesa cerca de 35 quilos e por isso precisa de um bom condicionamento físico”.

Rafael salientou que o manuseio de explosivos, mesmo que por meio do traje, ou através de drones, robôs e etc., é algo que precisa de muita experiência, treinamento rigoroso e conhecimento técnico.

“O Esquadrão Antibombas atua em todas as situações que envolvam explosivos no estado do Paraná”, encerrou, com orgulho.

Como é ser esposa de policial

Karin, como esposa de policial e agora policial do BOPE, também falou sobre a conquista do marido.

“O período de adaptação no começo foi difícil. Não temos feriados, datas comemorativas, aniversários, noites de Natal em família, tudo precisa ser baseado na escala dele”, detalhou.

“A gente sempre brinca, dizendo que ele é policial, mas nós (nosso filho e eu) sabemos os códigos, estamos de certa forma sempre inseridos no meio. A irmandade que existe na PM é real, tanto que hoje, 90% das pessoas que convivem com a gente aqui, são militares. Eu sempre tive muito orgulho e certeza do homem que escolhi para ser pai do meu filho e meu marido. Hoje, esse orgulho é infinitamente maior, mas também tenho noção do perigo que é a profissão e a função que ele desempenha”, disse.

Ela também reforçou a importância do policial.

“Meu marido não é só o herói do meu filho e protetor da nossa família. Ele é o herói de muita gente! Mesmo sem estar usando a farda, ele é policial 24 horas, seja aqui em Curitiba ou em qualquer lugar do Brasil. A gente sempre acreditou que ser um casal é se apoiar, vibrar junto com cada conquista e estar junto em todas as batalhas”.

Para ela, ter um militar na família, é ter contato com hábitos e coisas que as pessoas não tem no dia a dia, como armamentos, fardas, modo de falar e etc.

“Entendo que muita gente não tem noção do perigo da profissão, das ameaças, só quem vivência isso no dia a dia, sabe como é. Mas nos orgulha muito”, finalizou.

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