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Comerciante de Rio Negrinho explica vídeo em que aparece com facão, ameaçando entregador

Comerciante de Rio Negrinho explica vídeo em que aparece com facão, ameaçando entregador

Comerciante de Rio Negrinho explica vídeo em que aparece com facão, ameaçando entregador

Fotos: reportagem Nossas Notícias

RIO NEGRINHO. O comerciante Arlindo Lourenço Gomes é a pessoa que aparece com um facão, em uma discussão com um entregador, em um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais nesta segunda (09) e que também foi publicado aqui no Nossas Notícias.

Ele entrou em contato com nossa reportagem para dar sua versão sobre os fatos, registrados em um Boletim de Ocorrência pela Polícia Militar, que foi acionada para ir até a rua Dona Francisca, a poucos metros do local onde Arlindo mantém um estabelecimento.

As imagens, registradas pelo motociclista, mostram Arlindo bastante nervoso, tentando impedir o entregador de passar pela rua, que conforme divulgado pela prefeitura, era uma das que estava há dias interditada devido aos alagamentos que atingem a cidade nesses últimos dias.

O estabelecimento e a casa de Arlindo, que fica em anexo, foram atingidos pelas águas e ele explicou que seu objetivo era impedir o entregador e qualquer outra pessoa de passar pela rua, pois devido ao trânsito de veículos na água, uma porta de vidro de sua empresa foi danificada, bem como a de vizinhos. Na entrevista, ele admitiu estar em um momento de extremo nervosismo, mas também falou que “foi provocado”.

Arlindo disse também que com o alagamento, perdeu tudo o que tinha em casa, além de equipamentos da empresa, orçados em cerca de R$ 300 mil.

“Estávamos limpando e tirando as coisas lá de dentro do estabelecimento, porque a água estava subindo. A Polícia Militar veio e pediu para nós fecharmos a rua. Eles também vieram aqui e fecharam, passaram uma fita. Estava tudo fechado, os três cantos, para ninguém passar. Quando ele chegou, eu estava limpando o bueiro com o facão. Mas daí o entregador insistiu em passar, dizendo que ninguém podia trancar a passagem dele. Quando o cara está certo, tudo bem, mas ele não estava. Antes dele gravar o vídeo, eu até perguntei o que tinha vindo fazer aqui se a polícia havia interditado a rua”, citou.

“Eu estava na hora do nervosismo, falei que a polícia mandou, que disse que eu até poderia dar uma ‘facãoada’ em quem quisesse passar, mas falei para intimidar ele, para ele não tentar passar. Não bati nele, não machuquei. A pessoa com sangue quente é capaz de fazer besteira e quando a PM esteve aqui pela segunda vez, falei que apenas quis defender o que é meu. Ele veio aqui, eu não fui até a casa dele e nem até o trabalho dele, ele que veio até o meu”, disse ainda.

O comerciante também relatou que hoje (10), completa 7 dias sem trabalhar e lembrou que “amanhã ou depois as contas vem”.

Com relação aos alagamentos na rua, ele cobrou um posicionamento da prefeitura.

“Precisa limpar essas bocas de lobo que estão entupidas faz tempo”, apontou.

Ele finalizou lamentando que mesmo depois de todo incidente e apesar de a rua ter sido interditada novamente, diversos motoristas e motociclistas tenham continuado a passar pela via.

“Infelizmente muitas pessoas não tem respeito nenhum e pensam só nelas”. LEIA TAMBÉM:

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