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Lei que estimula trabalho em penitenciárias representa avanço, diz FIESC

Lei que estimula trabalho em penitenciárias representa avanço, diz FIESC

Lei que estimula trabalho em penitenciárias representa avanço, diz FIESC

SANTA CATARINA. A sanção do Projeto de Lei Complementar (PLC  11), que isenta das despesas de luz, água e esgoto as empresas parceiras do sistema prisional catarinense na ressocialização dos detentos, é medida acertada, avalia a Federação das Indústrias (FIESC). O projeto é de autoria do deputado Nilso Berlanda e foi sancionado pelo governador Jorginho Mello na quarta-feira (2). 

“Acompanhamos todo o processo de tramitação da matéria na Assembleia Legislativa e reforçamos ao governador a importância de sancionar a lei”, afirmou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

“Trata-se de um ganha-ganha, para os detentos, para o Estado e para as empresas. As indústrias levam cidadania aos apenados, que têm a oportunidade de trabalhar, receber uma remuneração e aprender uma profissão. Assim, ao terminarem de cumprir a pena, retornam ao convívio social qualificados e com perspectivas de um futuro melhor”, completou.

As maiores parceiras do sistema penal no processo de ressocialização são empresas privadas, principalmente indústrias, responsáveis por 55% das 8.400 vagas de emprego oferecidas hoje para presidiários em Santa Catarina. 

Atualmente existem mais de 200 parcerias laborais dentro das cadeias de Santa Catarina. Junto àquelas articuladas com a iniciativa privada, há também emprego através de instituições públicas, como 26 prefeituras e a Casan, além de oficinas próprias, que executam serviços com fins externos ou internos – por exemplo, fabricar lençóis e fronhas a serem utilizadas nas próprias unidades, ou confeccionar uniformes para a rede estadual de ensino.

Santa Catarina tem a quarta maior taxa de ocupação laboral do Brasil em presídios e penitenciárias. Mais de um terço dos 24.700 detentos nas 52 unidades prisionais do Estado trabalham diariamente em troca de um salário mínimo e da remissão de suas sentenças: um dia a menos de cadeia para cada três trabalhados. 

Lei que estimula trabalho em penitenciárias representa avanço, diz FIESC

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