
O presidente da Academia de Letras do Brasil Seccional de Rio Negrinho, Cleverson Vellasques, lançou neste sábado (29), no Cedro Rosa Café, o e-book “Belezas de Rio Negrinho”, cuja narrativa é desenvolvida por ele, com o apoio e participação também de Márcia Habowsky, responsável pela correção ortográfica e também por trazer trechos da obra que se referem a Maria Fumaça; Solange Tureck, que contribuiu com levantamentos a respeito da história da antiga Móveis CIMO e Lia Schoeffel, que trouxe dados sobre a Represa de Volta Grande.
O lançamento aconteceu durante o Café Literário, evento tradicional da Academia de Letras de Rio Negrinho, que está sendo resgatado agora pela primeira vez depois da pandemia. O encontro foi aberto à comunidade e ele conversou com Katia de Oliveira, aqui do Nossas Notícias (que também integra a Academia de Letras).
O livro tem a preocupação, segundo Vellasques, de trazer a história regional, geográfica e também política de Rio Negrinho. Para tanto ele explica que foram buscadas informações desde 1494, período que traz alguns dos primeiros relatos do desenvolvimento histórico da localidade.
“Buscamos uma ordem cronológica, uma linha do tempo contando o surgimento de Rio Negrinho, a passagem de ‘Cabeça de Vaca’ pela região, os índios que a habitavam, depois as migrações, os conflitos e a questão do Contestado”, detalhou.
A obra também fala a respeito do cenário e formação politica do município, sua fundação e emancipação até a primeira Câmara de Vereadores eleita e o primeiro prefeito nomeado e depois eleito.
“Essa parte encerra a abrangência histórica e depois nasce um dialogo entre três figuras, que são o Zeca, a Ilária e o aviador. O Zeca é um menino de 8 anos que passeia com a mãe e pergunta a ela sobre o avião que está na praça no Centro da cidade e a partir daí a mãe conta sobre sua história, sua infância, seu tempo de escola, sobre a época em que viveu”, explicou.
Ouvindo a história, o menino se encosta no ombro da mãe e em um passe de mágica, surge em meio a uma neblina, um aviador que estende sua mão e convida Zeca para uma viagem.
“Eles se dirigem à Estrada Dona Francisca, onde o aviador conta a história da estrada; depois passam pela Estação Ferroviária, pela Chaminé da Cimo, ele conta como surgiu o Centro Cívico e fazem ainda um vôo sobre a represa de Volta Grande, voltando pelo Rio Preto e Laje dos Pires”, citou.
Ainda no vôo sobre Volta Grande, eles admiram as estradas onde ocorriam as corridas de fubicas e calhambeques e enxergam também o traçado da antiga pista onde eram feitas corridas de cavalo.
“No retorno a cidade, antes de chegar, eles sobrevoam o rio que deu nome ao município e um índio lhe traz uma carta escrita pelo próprio rio, e que fala não apenas da origem, mas traz também contos e faz um agradecimento pelo nome dado de Rio Negrinho ao município. A história finaliza quando o menino desperta desse sonho e quando a mãe conta sobre o fim que o aviador levou, neste caso em torno da queda do avião, e cuja réplica até os dias atuais é um atrativo da praça”, comenta ainda o autor, que já disponibilizou a obra em seu blog. O livro pode ser baixado gratuitamente pelo link https://acrobat.adobe.com/link/review?uri=urn:aaid:scds:US:5e0e84dd-0e16-3135-91fc-78b686153337
Ainda conforme Vellasques, o e-book deverá ser impresso pela Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina e distribuído gratuitamente em escolas e outros locais de Rio Negrinho.









































