RIO NEGRINHO. “Está difícil a situação, devido a falta de pedra nas estradas. Sempre que chove, as crianças ficam sem aula pois se o ônibus não entra aqui, nós temos medo de mandar eles também”.
Esse é o desabafo de moradores do Assentamento Norilda da Cruz e do Butiá Alto Rio Preto 2, no Distrito de Volta Grande. A queixa acontece, pois devido a precariedade nas condições das estradas do interior, o transporte escolar acaba não chegando até essas comunidades, principalmente durante os períodos chuvosos.
“Não temos diálogo com a prefeitura e eles só respondem que não tem material. O sub-prefeito veio olhar, mas disse que não tem pedra. Toda vez que chove é a mesma situação. Na semana retrasada, as crianças ficaram sem aula desde quarta-feira e acionamos a Promotoria, pois toda vez que chove é a mesma coisa. Os pequenos não vão para a escola e eles não arrumam a estrada”, desabafaram.
Segundo a comunidade, é nas estradas transversais que o ônibus não vai buscar as crianças, que estudam nas escolas Luiz Bernardo Olsen, Padre Tomás Gasser, Marcelino Stoeberl e Luiz Bernardo Olsen.
“É um direito das crianças que está sendo violado, não por nós, mas pelo poder público, que não está dando a condição delas irem para a escola nesses dias”, afirmaram.
Segundo eles, para ir a pé, os pequenos teriam que andar três quilômetros até o ponto do ônibus, para poder ir para a escola.
“Com as estradas sem cascalho fica difícil do ônibus vir. Além disso, a falta de manutenção também coloca em perigo a vida delas”, frisaram.
Conforme os pais, para levar os pequenos de carro até o ponto de ônibus, a distância é de mais de 1 km e de mais de 4 km no total, para levar e buscar os filhos.
“Os pais não deveriam ter que estar saindo para levar os filhos longe assim. Devemos ter o direito de o ônibus vir até mais perto para buscar as crianças. Na semana do dia 16, não foram dois dias, porque não tinha condição do carro chegar até o ponto de ônibus, pois a estrada estava ruim”.
Os moradores explicaram que entraram em contato com a 1ª Promotoria, que informou que a queixa foi convertida em notícia de fato e averiguações e providências serão tomadas com relação ao caso.
Eles disseram também que de acordo com as informações que receberam, caso haja negativas da prefeitura em conversar com os pais, os mesmos deverão registrar o pedido por escrito.
“Não achamos justo. Sempre que vamos pedir para colocarem pedra nas estradas, dizem que não tem. Sempre que chove, as crianças das vias transversais ficam sem ir para aula, pois devido à situação das estradas, o ônibus passa somente no meio, faz o contorno e vai embora. Precisamos de soluções concretas e não somente promessas”.
Eles finalizaram relatando ainda que foram informados que uma nova promotora titular da 1ª Vara deve chegar à cidade nos próximos dias.
“Estamos no aguardo e quando ela chegar, vamos até ela, com uma comissão de pais, detalhar tudo o que está ocorrendo”, finalizaram.
Nossa reportagem procurou a prefeitura, através de sua assessoria de imprensa, que garantiu que a situação será levada ao responsável.









