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“Espero que neste júri em Rio Negrinho, o réu seja exemplarmente condenado; nunca mais consegui ser a mesma após a morte de minha filha”, desabafa mãe da pequena Alícia; julgamento será na Câmara, nesta quinta e sexta

“Espero que neste júri em Rio Negrinho, o réu seja exemplarmente condenado; nunca mais consegui ser a mesma após a morte de minha filha”, desabafa mãe da pequena Alícia; julgamento será na Câmara, nesta quinta e sexta

“Espero que neste júri em Rio Negrinho, o réu seja exemplarmente condenado; nunca mais consegui ser a mesma após a morte de minha filha”, desabafa mãe da pequena Alícia; julgamento será na Câmara, nesta quinta e sexta

RIO NEGRINHO. Começa nesta quinta-feira (15), o júri popular de Elias Mariozam Martendal, acusado de matar Alicia, de 5 anos e o médico veterinário Fernando Martins de Albuquerque, de 34 anos, morador de São Bento do Sul , após um acidente na BR 280, nas proximidades da Battistella.

A colisão fatal aconteceu no dia 19 de dezembro de 2021. Fernando era um dos passageiros do Punto dirigido por Elias, que bêbado, invadiu a pista contrária e bateu contra o carro em que a pequena estava com a mãe, o padrasto e mais duas crianças. 

Martendal foi denunciado pelo Ministério Público por dois homicídios e seis lesões corporais, pois, além de provocar a morte de duas pessoas, deixou seis feridas. Ele foi detido no dia do acidente e posteriormente levado ao presídio de Mafra, onde permanece até agora.

O júri vai acontecer na Câmara de Vereadores e a reportagem aqui do Nossas Notícias, que acompanha o caso desde o momento que os envolvidos estavam no hospital, logo após a colisão, entrevistou Michelle Bindemann, mãe da criança. Ela fez um desabafo emocionante e contou detalhes dos últimos momentos com a menina. 

Nossas Notícias – Para onde vocês estavam indo naquele 19 de dezembro? 

Michelle – Íamos comemorar o aniversário de 70 anos da minha mãe, em um resort. Era uma viagem muito aguardada em família. Estávamos em dois carros. Meu filho estava no carro de trás, da minha mãe, que não se envolveu no acidente. No meu carro estava eu, meu ex companheiro e três crianças.  

Nossas Notícias – E você se recorda do acidente? 

Michelle – Lembro do Punto invadindo a pista e todo mundo gritando. 

Nossas Notícias – Quem era a Alícia? 

Michelle – Era uma menina alegre, cheia de vida, intensa em tudo que fazia. Minha filha mais velha, naquele dia completava 5 anos e 2 meses. Ela estava muito feliz com a viagem em família. 

Nossas Notícias – Sua vida passou por uma dura reviravolta. Quem é a Michelle depois daquele acidente? 

Michelle – Depois do acidente, não consegui voltar pra minha casa. Morei 6 meses com minha irmã. Tomo vários remédios psiquiátricos e faço terapia semanal, o que me permite trabalhar e cuidar do meu filho de 4 anos. Ele sofre muito. No dia das mães, fomos no cemitério e ele gritou para o túmulo: ‘Volta aqui, Alícia. Tô com muita saudade de você’. Quando ele e minha mãe chegaram no hospital de Rio Negrinho, onde estávamos, ele falou: ‘vovó, é aqui que são as piscinas?'”. 

Nossas Notícias – Você criou um projeto social depois da ocorrência. Te ajuda a amenizar a dor? 

Michelle – Sim, criei o “Por Você,  Alícia”  um mês após o acidente. Tento ressignificar minha dor fazendo o bem para as pessoas. Na volta às aulas, tive muita dificuldade de encarar a escola. Ela ganharia uma mochila nova naquele ano. Então fiz o “Mochilas de Alícia”. Foram doadas 654 mochilas completas com material escolar nas duas edições.

Também teve o “Gol de Alícia” com a  doação de 70 chuteiras para meninos que treinavam futsal descalços. No dia que Alícia faria 6 aninhos, fiz uma festa de aniversário linda para uma menina que nasceu no mesmo dia do aniversário da Alícia e nunca havia tido uma festinha.

Agora, a última campanha, no maio amarelo, é “Se beber, não dirija”. São nove outdoors espalhados  em diferentes pontos. Além disso, tem várias pessoas especiais que colocaram a história da Alícia em suas palestras de conscientização no trânsito.

Nossas Notícias – E quais suas expectativas quanto ao resultado desse júri? 

Michelle – Espero que o réu seja condenado exemplarmente, para que outras famílias não sejam destruídas como a minha. Para que outras mães não tenham o coração destruído como o meu. A Alícia não vai mais voltar. A minha vida nunca mais será a mesma. Mas outras vidas podem ser salvas.

As pessoas não acreditam em justiça nos crimes de trânsito. Isso precisa mudar. As pessoas normalizam beber e dirigir. Por isso é tão importante que ele pague pelo que fez. Ele passou a madrugada num baile bebendo e depois saiu dirigindo numa rodovia federal não duplicada.

“Espero que neste júri em Rio Negrinho, o réu seja exemplarmente condenado; nunca mais consegui ser a mesma após a morte de minha filha”, desabafa mãe da pequena Alícia; julgamento será na Câmara, nesta quinta e sexta

“Espero que neste júri em Rio Negrinho, o réu seja exemplarmente condenado; nunca mais consegui ser a mesma após a morte de minha filha”, desabafa mãe da pequena Alícia; julgamento será na Câmara, nesta quinta e sexta

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