
CAMPO ALEGRE. Na última semana aconteceu, no Espaço Cultural Sirlei Maria Neumann Johanson, a oficialização da Associação dos Amigos dos Autistas (AMA) Florescer. Na oportunidade foi discutido e votado o Estatuto Social da entidade, bem como a constituição e fundação definitiva da associação, a aprovação da denominação social e ainda a eleição da diretoria e conselho fiscal, bem como posse desses.
De acordo com Tayla Schroeder, oficializada como presidente, a AMA surgiu da necessidade dos pais de Campo Alegre, que necessitam de atendimento para os filhos com autismo.
“Hoje existe atendimento apenas para as crianças com até 6 anos na APAE. Depois disso não há nenhum atendimento especializado, sendo que quem tem condições procura algo particular e quem não tem, fica sem atendimento”, cita.
Tayla tem uma filha autista que completou 6 anos em dezembro e estava na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais até essa data.
“Eu fui procurar outros pais para formar grupos de pais para buscar os direitos dos nossos filhos, como com terapias gratuitas, psicopedagogo, terapia ocupacional, fonoaudiólogo e tudo mais que eles precisassem. Os pais se uniram, criaram grupos de whatsapp e começamos a discutir a criação de um projeto de todos. Sem ajuda e apoio dos demais não conseguiríamos chegar onde hoje estamos chegando agora”, explica.
Para colocar o projeto da associação em prática, o grupo teve uma primeira reunião no fim de janeiro deste ano; o encontro teve o apoio dos vereadores da cidade.
“No primeiro momento foi discutido para formar uma associação, mas queríamos que município arcasse com os tratamentos via SUS (Sistema Único de Saúde)”, conta Tayla.
“Com passar do tempo fomos conhecendo quais recursos a AMA conseguiria e vimos que o melhor caminho seria criar essa entidade, nesse formato”, completa.
Ela enfatiza que todas as decisões são tomadas em grupo e que a assembleia geral foi para a diretoria tomar posse.
“Nós temos também apoiadores, pais que querem apoiar, professores, agentes comunitários de saúde… Muitas pessoas que abraçaram essa causa”, destaca.
Conforme a presidente, o nome da associação, que é Florescer, partiu de várias pessoas que deram a ideia.
“Em relação aos nossos objetivos, a intenção é trabalhar para que a criança com autismo frequente meio período o ensino regular e outro meio período a AMA”, sugere.
“O autismo depende de avaliação multidisciplinar para apontar quanto tempo as crianças precisariam frequentar a associação. O nível 1, seria uma ou duas vezes por semana no contraturno; o nível 2, de duas a três vezes, e o nível 3 de quatro a cinco vezes por semana. Funcionaria com terapias de 40 a 45 minutos com cada terapeuta, fonoaudiólogo, psicopedagogo, fisioterapeuta, psicólogo. Tudo conforme for a necessidade da criança”, aponta.
Tayla diz que talvez de começo não seja possível atender toda essa demanda, tendo em vista que a prefeitura não consegue arcar com tudo.
“Por isso existe a necessidade da AMA buscar também recursos, além da parceria com o poder público”, cita ainda.
Após a realização da assembleia, o grupo projeta agora criar o CNPJ da associação e dar sequência em todos os trâmites burocráticos.
Diretoria AMA Florescer
Presidente: Tayla Schroeder
Vice presidente: Jéssica Izepetto Eurich Sussai
Primeiro tesoureiro: Fernanda Inglês Fernanda Inglêz Johanson
Segundo tesoureiro: Maira Cristina Baptista Ferreira
Primeira secretaria: Tatiane Schroeder Alves
Segunda secretaria: Franciele Djuli dos Santos Costa
Membros do conselho fiscal: Ricardo Schwarz, Amanda Rodrigues e Marciana Guedes Lima
Amaury
Suplentes do conselho fiscal: Emelyn Soraya Ehlke, Daiana Rodrigues, Agueda Daine Lopes e Geovana Fuckner







