
RIO NEGRINHO. No início da manhã desta segunda-feira (17), Josenir Sacht, de 31 anos, preparava-se para começar mais uma semana de trabalho. Ele é motorista e conduzia um caminhão Volvo/VM 23.240 carregado com 9.250 toneladas de cavaco, seguindo sentido Rio Negrinho/Mafra.
Quando passava pelo km 132 da BR 280, no bairro São Pedro, por volta das 07h45, o veículo acabou tombando, num acidente que não foi tão grave devido ao apoio de populares e dos bombeiros, todos a quem ele, em entrevista ao Nossas Notícias, declarou se sentir muito grato.
O que aconteceu
Josenir falou que transitava devagar pela pista, tomando cuidado redobrado devido à chuva e ao mau tempo.
“Fui fazer a rotatória, a caçamba balançou , saiu fora do trilho e acabou puxando o caminhão junto. Sempre fiz carga desse tipo e nunca tinha acontecido isso. Eu estava indo devagar justamente para evitar algum acidente e mesmo assim aconteceu”.
O motorista disse que quando viu, estava praticamente no chão.
“Fiquei acordado até os bombeiros chegarem, depois disso já não consegui lembrar de mais nada”.
Sacht falou também que estava com o cinto de segurança, que só soltou depois que o caminhão estava tombado.
“Tirei o cinto porque eu não conseguia respirar, já que bati o peito contra o volante. Inclusive estou com as marcas na região das costelas e por sorte não fraturei nenhum osso”.
Para socorrê-lo até que os bombeiros chegassem, as pessoas que viram o acidente, quebraram o para brisas do caminhão.
“Os bombeiros foram super rápidos e me atenderam super bem. Sou grato a eles e a todos os populares que me ajudaram naquela hora, não sei o que seria de mim se não fosse eles. Foi um baita de um susto. Em anos de experiência nunca tinha visto isso acontecer, foi como se alguma coisa tivesse empurrado o caminhão”.
Ele contou ainda que, na hora, não conseguiu entender o que havia acontecido.
“Só soube depois, quando me falaram que a caçamba estava mal encaixada e faltava ter encaixado uma trava de segurança no caminhão”.
Sacht relatou também como está sendo a recuperação.
“A princípio estou bem, o que mais me dói agora é para respirar, por causa da batida. Também dói as costelas, conforme puxo o fôlego e ainda o braço e os pontos na cabeça e orelha”.
Final do atendimento no dia do acidente
No dia da ocorrência, após avaliação, os bombeiros lhe colocaram o colar cervical e lhe ofertaram oxigênio. Na sequência ele foi extraído do caminhão em ângulo 0, com uso de meia maca para posterior condução já em maca rígida, à Fundação Hospitalar de Rio Negrinho. Após o atendimento, a cena ficou aos cuidados da guarnição da Polícia Rodoviária Federal para os devidos procedimentos.