
CAMPO ALEGRE. Cuidar de feridas sempre pareceu ser muito simples, tão simples que dificilmente é prioridade no tratamento do paciente. Qualquer pessoa podia fazer o curativo e utilizar o que tinha disponível.
Em levantamento recente verificou-se que em Campo Alegre a grande maioria dos pacientes que tem feridas crônicas abertas, tem suas feridas há mais de 1 mês, chegando a ter pacientes com ferida aberta há 40 anos.
Diante disso, a enfermeira Tatiane Arenhardt, do posto de saúde central, no início deste ano, em conversa com a Secretária Municipal de Saúde, Rosana Emília Greipel, demonstrou uma preocupação com o assunto, e apresentou o protocolo para tratamento de feridas.
No primeiro momento foram realizados os estudos e levantamentos de custos, onde se constatou que é mais barato o investimento em materiais específicos e o tratamento efetivo das feridas do que ficar somente na aquisição e distribuição de materiais para curativos como estava sendo realizado.
Depois de realizado o levantamento de quantas pessoas no município sofrem com o problema, em março foi iniciado o tratamento de feridas, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde.
O tratamento inicia com a avaliação do médico ou enfermeira da unidade de saúde de referência do paciente; na sequência o paciente é encaminhado para avaliação da equipe responsável pelo protocolo, que inicia a intervenção com o paciente.
Em seguida a enfermeira responsável pelos curativos passa o caso para a enfermeira da unidade de referência do paciente para acompanhamento. Após isso são realizados agendamentos de retorno, conforme a necessidade de cada paciente.
Os curativos devem ser adaptados ao paciente, à lesão e ao contexto da prática e, à medida que a cicatrização avança, o curativo deve ser modificado para facilitar o processo de cicatrização. Portanto, é necessária uma avaliação constante para sucesso no tratamento.
Desde o início da iniciativa foram constatados 37 pacientes no município, sendo: 12 pacientes na unidade de saúde Central, 8 na unidade de saúde de Bateias de Cima, 6 na unidade de saúde de Bateias de Baixo e 11 na unidade de saúde de Fragosos.
Destes, 16 estão em tratamento e 10 já tiveram suas feridas fechadas e cicatrizadas.
Conforme explica a enfermeira Tatiane, é importante ressaltar sempre que o tratamento não depende somente da equipe médica ou dos procedimentos realizados e sim do empenho e dedicação do paciente e seus familiares.
“Em primeiro lugar, o paciente precisa querer, ele vai precisar se dedicar, pois o tratamento também necessita de outros cuidados, inclusive com a alimentação e higiene”, salienta.





