
RIO NEGRINHO. Um homem se passando por “sargento Afonso” e se utilizando de um telefone com o número (87) 9130-1688, tentou aplicar um golpe ao fazer primeiramente o pedido de uma pizza na Degas Pizzaria na noite desta terça-feira (16). Mas as suspeitas de que se tratava de um crime fizeram com que a proprietária, Beatriz Schwendner Iganaczuk e o motoboy Josnei Adriano Cardoso não caíssem na armadilha e ainda denunciassem o caso.
Beatriz conta que em um primeiro momento o homem pediu que o motoboy realizasse a entrega de uma pizza na Delegacia de Rio Negrinho.
“Ele disse que estava a trabalho na Delegacia, que não conhecia nada na cidade e precisava comer. Atendemos normalmente, daí ele pediu para avisar quando o motoboy estivesse saindo. Quando avisei, ele pediu o número do motoboy. Isso alegando que se estivesse em diligência, identificaria o entregador pelo número do telefone”, contou.
Segundo Bia, quando o entregador chegou na Delegacia, ninguém atendia e por isso entrou em contato com o falso policial, que perguntou com que roupa o motoboy estava.
“Ele disse que estava com roupa de chuva e colete e foi nesse momento que o golpista afirmou que não estava ‘nessa delegacia’, mas sim na ‘outra Delegacia’, referindo-se na verdade ao quartel da Polícia Militar, no Bela Vista e o Josnei foi para lá”.
Nisso, ele também ligou para Beatriz e pediu uma transferência de R$ 300, porque estava “entregando o dinheiro” para o motoboy e precisava do valor na conta para destinar para sua esposa.
“Foi aí que eu disse que não podia fazer a transação, pois não tinha autorização. Ele então me perguntou se eu ‘sabia com quem estava falando’. Pedi desculpas, repeti que não podia fazer a transferência e desliguei o telefone”.
Na sequência, o golpista entrou em contato com o motoboy pedindo que ele fosse até uma farmácia antes de chegar na polícia, buscasse um remédio e colocasse R$ 50 em créditos em seu celular, garantindo que entregaria o valor na entrega.
“Ele se negou a fazer isso e quando chegou no quartel da Polícia Militar, verificou que não havia nenhum sargento com esse nome, confirmando que a ligação não passava de um golpe. Pedi para o Josnei avisar todo mundo e assim também fomos fazendo. Nós não acreditamos na história, mas alguém pode ter acreditado ou vir a acreditar em caso de novas tentativas de golpe. Por isso acho importante passar principalmente esse número. Na hora do pedido achamos estranho mas como era só uma pizza, não ligamos. Porém, quando começou a pedir dinheiro, já percebemos que se tratava de uma mentira”.
“Como já caí uma vez num golpe do mesmo jeito, logo desconfiei”, finalizou Josnei, alertando a todos os demais motoboys, estabelecimentos e população em geral.





