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Primeiro encontro do “Casarão em flor” realizado com sucesso em Rio Negrinho

RIO NEGRINHO. A manhã deste sábado (23) foi de muito conhecimento, prática e energia positiva para os participantes do primeiro encontro do projeto “Casarão em flor”.

No Casarão Zipperer, no centro da cidade, oito integrantes do grupo “Suculentas, cactos, folhagens e flores em Rio Negrinho”, participaram do curso de Teoria e Prática em Plantio e Cultivo de Jardins, ministrado pela paisagista Ciliane Augustin. 

A especialista desenvolve já desde antes da pandemia, o projeto Aflorar, que tem o objetivo de resgatar e valorizar a cultura do cultivo de plantas em Rio Negrinho, homenageando inclusive, quem se dedica ao cultivo de jardins em suas residências. 

Ciliane explicou que o “Casarão em flor” é uma parceria do grupo com o projeto e que a a ideia é fortalecer o Aflorar, já que as atividades foram retomadas recentemente apenas, em função da pandemia. 

“A proposta é que nos encontros eu repasse a parte técnica com aulas práticas, sempre no Casarão. A ideia é ampliar as vagas para os interessados, para deixarmos o jardim do casarão, através do projeto Aflorar, ainda mais bonito”, frisou. 

Ela também salientou que a estreia do projeto teve um clima muito bom.

“Teve uma vibe muito boa, todo mundo querendo ficar um pouco mais, houve uma troca muito rica”.

Claudinea Liebl, que junto com Vanisse Tureck fundou o “Suculentas, cactos, folhagens e flores em Rio Negrinho”, no Facebook (já há mais de 2,9 mil membros), reforçou que a parceria acontece com a meta de revitalizar o jardim do casarão, mas não de forma a “alterar” o espaço. 

“Vale a pena salientar que esse jardim não vai ter um padrão moderno. Ele vai ser mantido no mesmo formato que era antigamente, com as plantas. Essas plantas inclusive serão disponibilizadas da mesma forma como antigamente, quando se ganhava uma muda da comadre, se chegava em casa e já se plantava. Muitas vezes até se acabava misturando ervas, em outras tinha também um canteiro de verduras junto. Vamos receber e aplicar as técnicas para que esse jardim fique num padrão dos colonizadores de Rio Negrinho”.

Ela ainda complementou acrescentando que as plantas comumente usadas antigamente despertam a memória afetiva. 

“Tinha muita muda lá. A Ciliane teve a ideia, o olhar clínico, já pegou as mudinhas, dividiu, montou os  canteirinhos… E a gente vai voltar para dar continuidade ao trabalho”.

Dentre as técnicas repassadas por Ciliane estiveram orientações sobre poda correta de árvores, como fazer mudas, preparar a terra e adubação correta, dentre outras. 

“Ela nos mostrou, nos canteiros, as mudas que a gente poderia aproveitar. Falou sobre a importância de não apertar muito a planta no chão, de deixar a terra fofinha, como tem que ficar a raiz, os três tipos de adubo que as plantas precisam … Também sobre como manter uma árvore frutífera, a quantidade de água, foi uma parte técnica bem completa”, elogiou. 

O encontro também teve caráter beneficente. Os participantes levaram materiais de higiene pessoal que serão doados para a APAE de Rio Negrinho. 

“O jardim do Casarão está ganhando um olhar carinhoso. Estamos fazendo uma declaração de amor para o Casarão e para Rio Negrinho”, finalizou Claudinea. 

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