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Diagnosticada com fibromialgia, Glaci Deoraski elogia nova lei que deverá conscientizar comunidade sobre a doença e auxiliar diagnosticados em Rio Negrinho

Diagnosticada com fibromialgia, Glaci Deoraski elogia nova lei que deverá conscientizar comunidade sobre a doença e auxiliar diagnosticados em Rio Negrinho

Diagnosticada com fibromialgia, Glaci Deoraski elogia nova lei que deverá conscientizar comunidade sobre a doença e auxiliar diagnosticados em Rio Negrinho

RIO NEGRINHO. Aprovada no último mês por iniciativa dos vereadores Dido e Flavia e com votos de todos os demais parlamentares, a lei que institui a “Semana Municipal de Conscientização da Fibromialgia” e que tem a finalidade de auxiliar e promover ações de conscientização sobre a doença, além de orientar os estabelecimentos públicos e privados a prestar atendimento prioritário, traz um alívio aos diagnosticados com a doença.

Uma das diagnosticadas é Glaci Deoraski, que falou ao Nossas Notícias sobre a doença e a expectativa sobre a nova lei.

“A doença é extremamente ruim para quem tem, porque ela não mostra nenhum sintoma visível. O sintoma da doença é o cansaço, a exaustão. Às vezes você dorme a noite e acorda de manhã cansado”, exemplifica.

“Se você vai fazer algum trabalho, já está com os músculos exaustos e não tem força. Eu, principalmente quando estou no auge da crise, não tenho vontade, não tenho força para segurar uma bolsa, por exemplo. São muitas dores nas juntas, é bem complicado”, cita ainda Glaci.

Ela lamenta o tratamento ainda dado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para quem sofre de fibromialgia.

“O tratamento é paliativo e o SUS não cobre o tratamento. Tudo tem que ser particular, desde um remédio que você toma, que é um antidepressivo até sessões de acupuntura”, reclama.

“Acredito que essa lei vai ajudar muito porque a gente fica nos lugares e, às vezes no auge da crise, você não tem força para ficar em pé. Você cansa às vezes até de falar porque os teus músculos cansam. Essa lei veio para ajudar as pessoas a ter um pouco mais de acessibilidade por nos dar preferência nos atendimentos”, cita.

Glaci explica que a dor, para quem é portador (a) da doença, é quatro a cinco vezes pior do que uma dor normal.

“Às vezes você está no auge da dor e tem que enfrentar uma fila e além de sofrer, precisa enfrentar o preconceito, porque ela é uma doença na qual nada se vê a olho nu. Só quem realmente sente é que sabe do que estou falando”.

Segundo ela, as pessoas diagnosticadas com fibromialgia precisam abrir mão de muitas em suas vidas em razão da doença.

“A vida social é um exemplo, pois não tem graça nenhuma você estar em um lugar onde fica todo mundo feliz e você está ali com dor. Você está de corpo presente, mas com a mente vagando no meio da dor”, diz.

“Gostaria de parabenizar os idealizadores dessa lei. Ela vem de encontro de muitas das nossas necessidades. A questão das filas vai ser melhor pra gente, estacionar mais perto da entrada de um comércio que muitas vezes fica longe e tem que carregar sacolas vai ficar mais acessível. Além disso, existe a questão da conscientização”, elogia.

Outro fator que entende ser importante da nova legislação é o treinamento dos profissionais de saúde.

“É muito importante, porque muitas vezes você chega lá você diz que é portador de fibromialgia e eles nem sabem do que se trata. O ponto que eu acho extremamente importante é conscientizar o SUS para ajudar as pessoas diagnosticadas com a doença a arcar com o tratamento”, sugere.

Glaci ainda lembra que as pessoas acometidas da fibromialgia devem seguir as recomendações médicas para que a doença não traga transtornos maiores em suas vidas.

“Você pode acabar ficando totalmente sem movimento, vai perdendo os movimentos com a idade, com o tempo, em alguns casos. Só quem é portador sabe que a gente vive 24 horas por dia com dor”, encerra.

Diagnosticada com fibromialgia, Glaci Deoraski elogia nova lei que deverá conscientizar comunidade sobre a doença e auxiliar diagnosticados em Rio Negrinho

Diagnosticada com fibromialgia, Glaci Deoraski elogia nova lei que deverá conscientizar comunidade sobre a doença e auxiliar diagnosticados em Rio Negrinho

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