
RIO NEGRINHO – Com os primeiros passos dados em 2017, o Programa de Desenvolvimento Econômico Local (DEL), aplicado na cidade a partir de uma iniciativa do poder público, Associação Empresarial de Rio Negrinho (Acirne), empresários, clubes de serviços, associações de moradores e voluntários, foi tema de um requerimento discutido e aprovado na Câmara de Vereadores na sessão desta semana.
No documento, encabeçado pelos vereadores Arlindo André da Cruz, o Piska (PP), Rodrigo dos Santos, o Dido (PL), Alessandra Cristofolini (PSL), Cássio Alves (PSD) e Nilson Sebastião Barbosa (PSDB), são cobradas uma série de informações relacionadas ao programa, como a legislação que trata de sua criação, o processo licitatório, gastos e histórico de participação de membros.
Segundo a justificativa do requerimento, haveriam indícios suficientes capazes de imputar responsabilidades administrativa, civil e criminal em face de ações irregulares dentro do desenhar e executar o programa por parte da prefeitura na administração anterior e, para evitar injustiças, o legislativo necessitaria de mais informações sobre o assunto, em especial com relação ao processo licitatório realizado pela gestão passada.
O requerimento sugere ainda, caso se entenda necessário, a instalação de uma Comissão Especial de Investigação dentro da Câmara de Vereadores para investigar a aplicação de recursos públicos, visto que os recursos aplicados no programa são de cerca de R$ 200 mil por parte da prefeitura na gestão anterior.
Durante a discussão do requerimento, o vereador Ineir Miguel Mittmann, o Kbelo (PSC), lembrou que o programa, criado na Alemanha, trouxe resultados para muitos municípios brasileiros que optaram pela sua implementação.
“Quando Rio Negrinho aderiu, fui a favor. O programa funciona quando as forças se comprometem”, opinou.
Ex-presidentes da Associação Empresarial se manifestam
Eliete da Cruz, uma das ex-presidentes da Associação Empresarial durante a implementação do programa em Rio Negrinho, falou ao Nossas Notícias que o projeto foi desenvolvido entre várias instituições e que incluiu muitos voluntários.
“Penso que essas devem manifestar-se, se necessário. Eu estarei à disposição da instituição que representei à frente do DEL em determinado período. Se necessário for, certamente será um imenso prazer compartilhar a experiência vivida no programa”, afirmou.
Enquanto presidente da Acirne, Eliete participou de uma missão à Alemanha, país “berço” do DEL. Lá, ela conheceu diversas iniciativas que contribuíram com cidades que alcançaram grande desenvolvimento através das ferramentas do programa. Como voluntária, ela custeou todas as despesas com recursos próprios e em Rio Negrinho, também voluntariamente, contribuiu com várias iniciativas tomadas visando o desenvolvimento da cidade.
Dennis Li Valle, que presidiu a Acirne até o início deste ano disse acreditar que as respostas estão sendo levantadas pela prefeitura.
“Todos os participantes do Del, inclusive a Acirne, estarão a disposição para quaisquer esclarecimentos ou dúvidas que a prefeitura tiver nas respostas do requerimento aos vereadores”, enfatizou.
A proposta do DEL é de instituir um modelo de gestão, capaz de contribuir para o desenvolvimento da cidade. Por meio desse método os municípios unem iniciativa pública e privada, para garantir projetos de interesse da comunidade, em prol do desenvolvimento econômico sustentável. Em Rio Negrinho, o programa é formado por voluntários que representam bairros, entidades e instituições. Em Santa Catarina, a Facisc foi a responsável por consolidar o Programa DEL em diferentes cidades, sendo Fraiburgo um exemplo dos exemplos de resultado de sucesso do programa.





