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Rio-negrinhense que participa de associação nacional fala sobre os sintomas e tratamento das DIIs (Doenças Inflamatórias Intestinais), cujo dia mundial de conscientização é lembrado nesta quarta-feira

RIO NEGRINHO. Você sabia que amanhã (19), é o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal e, por isso, durante todo este mês diversas instituições estão promovendo a campanha Maio Roxo, que visa chamar a atenção da sociedade para conscientização e melhoria na qualidade de vida dos pacientes da doença conhecida como DII ? A reportagem do Nossas Notícias conversou com a rio-negrinhense Jéssica Lacerda, de 24 anos, que descobriu a doença em 2019 e se tornou voluntária da Associação DII Jovem. A entidade é voltada para a troca de experiências entre jovens de 18 a 25 anos diagnosticados com a doença inflamatória intestinal de todo o Brasil. Jéssica contou que teve os primeiros sintomas da doença em março de 2019, até então sem saber que se tratava de uma doença inflamatória intestinal. A frequência com que ia banheiro, de 10 a 15 vezes por noite e a diarreia com muito sangue, fez com que após passar por plantões e tomar várias medicações, realizasse um exame com especialista. “Quando a pessoa é jovem, eu estava na época com 21 para 22 anos, nunca desconfiam que seja doença mais grave e no início não descobriram a doença. Passei por duas internações e após fazer uma colo endoscopia, foi apontado que eu estava com retocolite ulcerativa”, lembra a jovem que na época estava organizando seu casamento e se preparava para concluir seu trabalho de conclusão da faculdade. Ela conta que precisou adiar a apresentação de seu trabalho, visto o estresse com a doença. Uma crise, ainda mais acentuada aconteceria ainda em setembro daquele ano. “Tive problemas nos olhos e na pele, não conseguia caminhar. Sempre fui magra e estava com 47 quilos na época, mas com a crise cheguei a ficar com 36, 37 quilos”, lembra. Passados dois anos do diagnóstico da doença, Jéssica conta que ainda passa por altos e baixos, pois ainda não entrou em remissão – fase em que a doença é estabilizada. Contudo, ela já admite melhoria na qualidade de vida e a aceitação das mudanças no modo de vida. “Me tornei uma pessoa muito melhor e sou grata por tudo”, diz ela. Maio roxo Jéssica cita o fato de que muitas pessoas ainda desconhecem as Doenças Inflamatórias Intestinais que afetam alguma parte do sistema digestório causando feridas internas nos tecidos e órgãos, entre eles intestino delgado, intestino grosso e reto. No Brasil, a cada 100 mil pessoas, 13 tem alguma DII, no caso Doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa. “Por isso nesse mês de maio existe uma campanha de conscientização das doenças DII e amanhã é o Dia Mundial. O objetivo é promover a conscientização da doença com algumas palestras explicando os sintomas. Além de serem doenças raras, também não apresentam sinais externos, outro motivo pelo qual não são tão conhecidas”, aponta. A jovem lembra que por todas essas razões, ainda é pequena a troca de experiências a respeito das DIIs, mas que a divulgação maior irá ajudar mais pessoas a conhecer os sintomas e melhorar sua qualidade de vida, já que as doenças são crônicas e portanto requerem tratamento para a vida toda. Ela atenta ainda para o fato de que os pacientes possuem estágios diferentes da doença e o tratamento que pode dar certo para um não necessariamente será eficaz para o outro. Já com relação aos sintomas, os mais comuns são a diarreia, que pode vir acompanhada de dores abdominais e cansaço, mas podendo evoluir para quadros de anemia. Jéssica destaca também que tanto a doença de Crohn como a retocolite ulcerativa podem ocasionar manifestações extra intestinais como inflamações nos olhos, na pele, no fígado e nas articulações, podendo causar osteoporose, artrite e até casos raros de trombose. O tratamento, no entanto, é realizado por medicamentos geralmente fornecidos pelo SUS. Associações Mesmo que ainda estejam engatinhando no Brasil, algumas associações surgem como opções para a troca de experiências dos pacientes das DIIs. Uma delas é a DIISC, criada para a troca de informações entre os pacientes de Santa Catarina. O site da entidade (https://www.diisc.org.br) oferece a opção de cadastro para os interessados. “Ainda temos poucos cadastrados na região e em São Bento do Sul e Rio Negrinho nenhum ainda, mas não deixa de ser válido fazer registro, até para a questão de vacinação já tem como comprovar também”, orienta Jéssica. Já em nível nacional a DII Jovem (https://diibrasil.org.br/dii-jovem) é uma associação voltada a jovens de 18 a 15 que tem a doença e que trocam experiências mensalmente. “A cada encontro é trazido um profissional, um psicólogo, um nutricionista, alguém que tire dúvidas do pessoal de forma descontraída”, cita Jéssica. Ela explica que durante o Maio Roxo, além destas duas, outras associações promoverão palestras através de suas páginas no Instagram e também através do Youtube, podendo estas ser assistidas depois. No Instagram da DII Jovem, por exemplo, acontecem palestras nos dias 22 e 29 deste mês, sobre dificuldades, saúde mental e alimentação. Mais informações através do link (https://www.instagram.com/p/COTlbQhDl8x/?utm_medium=copy_link). Promoções

                                                                                             
   
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