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Psicopedagoga de Rio Negrinho escreve livro sobre como compreender e trabalhar com crianças e adolescentes com altas habilidades

RIO NEGRINHO. Quando lemos ou ouvimos falar sobre pessoas com altas habilidades ou mesmo superdotados, pensamos em grandes gênios da humanidade, naquela pessoa com perfil “nerd” , que só tira nota dez na escola ou até mesmo em quem tem resposta para tudo. Porém, ter altas habilidades vai um pouco além desse senso comum e ao mesmo tempo nos mostra que ao nosso redor, na vida real e cotidiana do dia a dia, é possível identificar várias pessoas com alta capacidade de desempenho, seja no talento para as artes, para liderar, na capacidade psicomotora, no nível de criatividade ou na produção acadêmica, seja de forma isolada ou mesmo combinada. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde ( OMS ), até 2019 havia cerca de 600 milhões de pessoas com altas habilidades no planeta, sendo a maioria delas muitas vezes não identificadas. E foi com o olhar voltado para este público que a psicopedagoga rio-negrinhense Iliane Roeder  produziu sua dissertação de Mestrado em Teologia com ênfase em Educação Comunitária com Infância e Juventude pela Escola Superior de Teologia de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul (RS). E da dissertação surgiu o livro “Altas Habilidades: um olhar psicopedagógico para além da prática”, publicado na versão e-book pela Editora Apris e lançado em 3 de julho de 2020 em vários sites especializados, com tiragem inicial de mil exemplares. “Já na graduação eu pensava nas pessoas com altas habilidades e super dotação, esse público sempre foi tema de muitas das minhas pesquisas. Então quando fui fazer o Mestrado, tive a ideia de focar meu trabalho neste assunto. Como eu estava com um problema de saúde bem sério na época e não podia sair para fazer pesquisas de campo, fiz mais uma pesquisa bibliográfica. Passado um tempo, a equipe da editora acabou tendo meu contato e perguntaram se eu gostaria de transformar minha dissertação em livro. Claro, eu aceitei”. Iliane explicou que muitas crianças e adolescentes que tem altas habilidades acabam sendo excluídos pelo fato de as pessoas em geral não terem conhecimento sobre o assunto e por isso não entenderem os comportamentos diferentes de quem tem esse perfil. “Ainda falta bastante informação para a sociedade de forma geral. Por isso decidi falar sobre a exclusão de crianças e adolescentes com altas habilidades sob esse olhar psicopedagógico. Isso porque se o indivíduo com altas habilidades não recebe um olhar adequado na infância, acaba tendo um comportamento com muitas limitações e às vezes chega a se  privar de experiências importantes para seu desenvolvimento, tanto motor quanto social”, evidenciou. Para evitar essa exclusão que é tão prejudicial às pessoas com esses perfis, a especialista frisou que é imprescindível que se reconheça as características de quem tem altas habilidades e super dotação e se compreenda o que são as altas habilidades. “Essa capacidade de compreensão que falo no livro é fundamental para que essa criança e esse adolescente não desenvolvam problemas familiares, acadêmicos e até sensoriais… “, citou. No livro, Iliane salientou que descreve métodos de avaliação das características de superdotação, focando também em intervenções adequadas para que se possa trabalhar com mais efetividade nas dificuldades muitas vezes apresentadas por essas crianças e adolescentes. Ela finalizou frisando que o processo de inclusão de crianças e adolescentes com altas habilidades e super dotação promove ações capazes de fazer esse indivíduo se desenvolver de forma saudável. “O importante é conhecer, conscientizar as pessoas, para que essas crianças e jovens tenham esse acesso e amparo nesta descoberta de como trabalhar, incluir e identificar quem tem altas habilidades”.  Iliane Roeder é pedagoga, pós-graduada em Psicopedagogia Clínica Institucional, pós-graduada em Educação com Pessoas com Dificuldades de Aprendizagem, Mestre em Teologia com ênfase em Educação Comunitária com Infância e Juventude, servidora pública da Secretaria Municipal de Educação de Rio Negrinho e consultora de beleza e bem estar (“coisas que também amo fazer”, disse ). Como adquirir o livro O livro está disponível à venda somente pela internet. Para adquirir, clique em qualquer um dos links abaixo:

Características de quem tem altas habilidades (fonte: Associação Paulista para Altas Habilidades/Superdotação): Observação: as crianças com Altas Habilidades não devem apresentar, necessariamente, todas as características abaixo 1 – Aprende fácil e rapidamente 2 – É original, imaginativo, criativo, não convencional 3 – Está sempre bem informado, inclusive em áreas não comuns 4 – Pensa de forma incomum para resolver problemas 5  – É persistente, independente, auto-direcionado (faz as coisas sem que seja mandado) 6 – Persuasivo, é capaz de influenciar os outros 7 –  Mostra o senso comum e pode não tolerar tolices 8 –  Inquisitivo e cético, está sempre curioso sobre o como e o porquê das coisas 9 – Adapta-se com bastante rapidez a novas situações e a novos ambientes 10 – É esperto ao fazer coisas com materiais comuns 11 – Tem muitas habilidades nas artes (música, dança, desenho etc.) 12 –  Entende a importância da natureza (tempo, Lua, Sol, estrelas, solo etc.) 13  – Tem vocabulário excepcional, é verbalmente fluente 14 –  Aprende facilmente novas línguas 15 – Trabalhador independente 16 – Tem bom julgamento, é lógico 17  – É flexível e aberto 18 –  Versátil, tem múltiplos interesses, alguns deles acima da idade cronológica 19 – Mostra sacadas e percepções incomuns 20 – Demonstra alto nível de sensibilidade e empatia com os outros 21 – Apresenta excelente senso de humor 22  – Resiste à rotina e à repetição 23  – Expressa idéias e reações, frequentemente de forma argumentativa 24 – É sensível à verdade e à honra No caso de Alto Habilidosos Cognitivos: 1- Vocabulário avançado 2- Perfeccionismo 3- Críticos 4- Contestadores 5- Não gostam de rotina 6- Grande interesse por temas abordados por adultos 7- Facilidade de expressão 8- Desafia professor e colegas 9- Conseguem monopolizar atenção de professor e colegas 10 – Preferem geralmente trabalhar de forma individual Por causa da falta de estímulo recebido em casa e na escola, estas crianças podem apresentar:  1- Baixo rendimento escolar, por falta de interesse nos conteúdos ministrados pela escola 2- Decepção e frustração por não se sentirem atendidos nem compreendidos 3- Desinteresse nos estudos 4- Comportamento inadequado. Muitas vezes confundido com: hiperativos, com crianças com distúrbios comportamentais ou déficit de concentração Promoções  
                                                                                               
   
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