
RIO NEGRINHO. Em um período no qual a pandemia completa um ano, com mais de 280 mil mortes no país, a reportagem do Nossas Notícias dá início hoje a uma série de matérias sobre o impacto dos efeitos do coronavírus na cidade.
São matérias que retratam as várias faces da pandemia, com relatos de quem perdeu familiares para o COVID-19, de pessoas recuperadas, exames e resultados, empresas que cresceram nesse período e outros.
Hoje apresentamos os relatos de dois rio-negrinhenses que falaram sobre a dor da perda dos familiares para o coronavírus, que apenas na cidade já contabilizou mais de 2.100 casos e vitimou 30 pessoas.
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Na foto, Affonso Weiss, outra das vítimas de COVID, está de camisa azul[/caption]
Ela lembra ainda que, para surpresa de todos, no final de novembro ele se queixou pela primeira vez de estar se sentindo fraco, isso enquanto estava carpindo.
“Notamos que no final de novembro ele foi emagrecendo, e em dezembro ‘desacelerou’ passou a pedir ajuda para algumas tarefas, mas não se queixava de dores”, lembra.
Em dezembro
No dia 20 de dezembro a família conta que procurou o hospital pois suspeitava que o idoso estava com Covid.
“O médico disse que ele estava com o coração fraco, para a gente esperar passar as festas e levar ele no cardiologista. Mas percebemos que os sintomas dele não eram de alguém que estava com coração fraco”, conta Salete.
Uma segunda consulta
O pai foi novamente levado ao médico que o medicou contra os sintomas de Covid, já que naquele momento ele estava com tosse.
“Ele fez uso dos remédios e logo teve melhora, isso foi no dia 24 de dezembro. Acreditávamos que ele iria vencer o vírus, mas passado o Natal, a fraqueza avançou e ele foi para o Pronto Atendimento”, lembra a filha.
Ainda segundo Salete, com nova medicação, o pai começou a se sentir mal, com sintomas que iam desde a fraqueza, que aumentava, até outros como pressão baixa e temperatura do corpo baixa, mas em nenhum momento falta de ar.
No dia 8 de janeiro
No dia 8 de janeiro, uma sexta-feira, a família teve que recorrer ao SAMU para que novamente Affonso Weiss fosse levado a Fundação Hospitalar, só que desta vez para não mais voltar.
Ele acabou internado e no sábado, novamente testado para Covid, o exame apontou a doença, mas eu um grau fraco, também com leve pneumonia.
“No final da tarde do sábado eu estava com ele e ele pediu pra virar para o lado, se queixou de dor no peito, dor no braço. O enfermeiro chamou o médico, mas ele acabou infartando em decorrência de complicações da Covid. Parece que é mentira, que ele ainda não se foi. É muito difícil”, relembra Salete.
“As pessoas precisam se cuidar muito porque a doença é um fato, não é brincadeira. Tem pessoas que vencem a Covid, mas a Covid também vence muitas pessoas. Ainda assim agradeço por poder ficar com meu pai até o final”, conta.
“Infelizmente, por dois meses, ele acabou ficando sem a vacina, que poderia ter salvo ele”, diz ainda Salete, lembrando que a mãe, que também contraiu o coronavírus recebeu a primeira dose na semana passada.
“A vacina está ai, as pessoas não deveriam se revoltar tanto com o lockdown. É preciso pensar na vida, todos precisam trabalhar, pagar contas, mas todos precisam se cuidar até a vacina chegar”, encerra.
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