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Rio-negrinhenses já reúnem 2 mil pessoas em grupo de conhecimentos sobre cultivo e troca de plantas no Facebook

RIO NEGRINHO. Faz pouco mais de 5 meses que Claudinéa Liebl criou no Facebook o grupo “Suculentas, cactos, folhagens e flores em Rio Negrinho”. Ela relatou que a ideia surgiu primeiramente com o objetivo de conhecer os jardins de outras pessoas e de ver as suas coleções de plantas. Naquele feriado de 7 de setembro de 2020 talvez ela não imaginasse que em tão pouco tempo estaria reunindo 2 mil pessoas, dentre homens e mulheres, também apaixonados pelo cultivo e troca de plantas. Mas foi o que aconteceu e foi com um sorriso de imensa satisfação que acompanhada de Vanisse Tureck – a primeira integrante do grupo – , Claudinéa recebeu a reportagem do Nossas Notícias em sua casa, em um lindo sábado de sol. Tanto a companhia, quanto a conversa e o cenário – uma varanda linda cheia de plantas ! – me deixaram com a certeza de que deveria ter reservado uma tarde inteira para a elaboração dessa matéria rsrsrs. Mas os poucos minutos de conversa foram mais do que suficientes para admirar essa iniciativa, que em tempos de pandemia, vem aproximando e ajudando tantas pessoas. Afinal, como bem colocaram Claudinéa e Vanisse, cuidar de plantas é também uma terapia ( alguém duvida?!). Esse entendimento não é único da dupla que se auto-define como “as loucas por suculentas”. No melhor sentido, claro! “Quando comecei o grupo, realmente eu não tinha ideia da proporção que iria ter. Tenho muita gratidão por todos do grupo e inclusive recebo muitas mensagens de testemunhos da mudança de vida que o grupo está proporcionando. Isso é muito gratificante! Saber que estamos nos ajudando uns aos outros ! Sem contar as muitas amizades novas conquistamos!”, destacou Claudinéa. DEPOIMENTO MARCANTE Ela declarou que o grupo mudou bastante a sua vida, já que saiu de dentro de casa nessa pandemia e foi para o jardim, onde se (re) descobriu, não só como a ‘Claudinéa Liebl’ mas também como alguém que com uma iniciativa na internet ajudou outras pessoas a mudar de vida. “Recebi um depoimento muito lindo por áudio de whatsapp. Me marcou muito e percebi que só por uma pessoa já valeu a pena ter feito o grupo. De forma geral, posso dizer que os membros do grupo estão aproveitando muito essa troca, estão saindo da depressão, vendo coisas novas de novo, tendo vontade de fazer sua coleção, seu jardim …Está sendo uma terapia para a alma, uma coisa muito diferente. Eu jamais imaginava que a gente ia conseguir um movimento desse online, isso que não podemos conversar pessoalmente!”. RIQUEZAS DE RIO NEGRINHO E ADESÃO DE PESSOAS DE DIFERENTES LUGARES [caption id="attachment_42932" align="alignnone" width="300"] Fotos: varanda da casa de Claudinéa[/caption] O grupo reúne já não só pessoas que moram em Rio Negrinho; tem também moradores de diferentes regiões do país e de outros países, conforme Claudinéa. Toda essa troca de fotos, informações e até os rápidos troca-troca de plantas entre os membros (respeitando as regras de prevenção ao COVID), também fez com que os integrantes de maneira geral passassem a perceber Rio Negrinho de uma forma que não imaginavam. “Tem muita coisa linda em Rio Negrinho! A cidade é muito rica de espécies de plantas e também de pessoas que as cultivam. As trocas são um destaque à parte, pois como forma de gratidão, as pessoas vem me trazer mudas de plantas e suculentas que eu ainda não tenho, isso é muito bonito e acontece não só comigo! O grupo despertou essa vontade de agradecer, de reconhecer o outro, de reconhecer a natureza, a vida! A gente está fazendo sem ter a intenção de receber uma coisa em troca e tudo está fluindo com uma energia inimaginável. É emocionante estar participando disso!”. PLANOS Ela contou também que o grupo tinha marcado uma troca de plantas “ao vivo”, no Jardim do Casarão Zipperer, que abriga o Museu Carlos Lampe. “Estava tudo organizado, o pessoal se animou fazendo as mudinhas, mas acabou não sendo possível. Porém não desistimos da ideia e quando nos encontrarmos pessoalmente, vai ser uma grande festa! Fora isso, outras ideias estão para serem postas em prática, mas tudo depende dessa fase da pandemia passar”. Enquanto isso… “Enquanto isso vamos nos encantando com o desfile virtual dos jardins e coleções, que são uma terapia ocupacional que vem colaborando para nossa saúde mental nesse momento. Por isso digo sempre que tenho muita gratidão por todos do grupo”. Quando começou sua coleção de suculentas em setembro do ano passado, Claudinéia disse que tinha apenas 3 plantinhas. Hoje são 151 diferentes espécies. “Isso de tantas trocas com outros integrantes”, salientou. [caption id="attachment_42933" align="alignnone" width="229"] “Ganhei a primeira planta da Dona Judite, da Loja Gopper e daí surgiu a ideia de um grupo para facilitar essa troca de plantas”, declarou Claudinéa[/caption] As trocas, frisou, são o que une bastante o grupo. “A Vanisse foi a primeira a entrar no grupo e até hoje é a que mais fez trocas, isso incentiva muito as duas mil pessoas que estão conosco” . Questionada sobre qual planta mais gosta, Claudinéa falou que difícil escolher apenas uma porque todas tem sua beleza particular e o valor sentimental da troca , que é muito diferente do que o do momento em que as plantas são compradas. “Com o tempo agregamos um valor sentimental por cada muda, por cada vaso…” “Essa questão do valor sentimental é muito mais profunda do que se imagina, pois é muito gratificante encontrar nas postagens una planta antiga, que te remete a memória afetiva, aquela planta que você via na casa da sua avó, por exemplo… traz muitas recordações e resgatar essa memória não tem preço”. Mas ela destacou essa ( foto abaixo ), que explicou que é a mais idosa. “Foi da minha saudosa vó… minha saudosa mãe cuidou dela e agora também tenho um enorme carinho por essa planta… Um valor sentimental imensurável!”. Claudinéa finalizou frisando que o bom do grupo é que sempre tem alguém para ajudar com dicas e conselhos de cuidados com as plantas. ” Todos aprendemos juntos! Muitas pessoas não tem plantas porque acham que dá trabalho cuidar delas, mas esse trabalho é a terapia!” REPRESENTATIVIDADE O grupo conquistou tanta representatividade que foi convidado pela especialista Ciliane Augustin para indicar um representante para o projeto Aflorar, que reúne pessoas de diferentes bairros da cidade. “Foi muito difícil indicar alguém, pois todos estariam aptos para participar. Mas formamos uma comissão interna e por consenso, convidamos a Dona Margarida Buchinger para ser nossa representante. É uma pessoa que sempre teve paixão pelas plantas, uma grande incentivadora e campeã de trocas também. Desta forma, o seu jardim, que é um paraíso que tivemos a satisfação de participar, vai nos representar nesse projeto”. Participe do grupo  clicando aqui. VANISSE JÁ TEM 175 TIPOS DE PLANTAS! Vanisse foi a primeira participante do grupo que havia sido recém formado por Claudinéa. Mas foi antes, em 2018, que começou a cultivar suculentas. “Comecei com um vasinho solitário no meu jardim. Aos poucos fui ajeitando alguns espaços na varanda e no jardim mesmo! Comprei algumas mudas e fiz algumas trocas mas nada de muito extenso, no início. Já doei e troquei muitas mudas… Quando faço podas e ajeito os vasos, sempre há sobras e como não tenho coragem de jogar fora, estou sempre disponibilizando plantas para doação. Mas foi realmente na pandemia que acabei aumentando a minha coleção! Fiz muitas trocas e agora contei 175 tipos! Para acolher todas essas espécies, aumentei os espaços aqui em casa e até tenho um canteiro com umas suculentas gigantes e muitos vasos. As trocas que fiz no grupo de suculentas foram maravilhosas! Troquei várias mudinhas de algumas que sonhava ter, além de conhecer muitas pessoas apaixonadas por suculentas e com muitas mais plantas que eu. Em Rio Negrinho conheci espaços lindos, cheinhos de suculentas. Mas há muitos tipos que ainda não tenho e com certeza vou achar mais um espacinho para essas novas que vão chegar. Uma coisa que eu não tinha e comecei a ter na pandemia foram os cactus, que também são suculentas. Esse novo cultivo partiu da sugestão de uma das minhas filhas. Com a ajuda de muitas pessoas do grupo também foi possível preencher as floreiras da Biblioteca Pública ( onde Vanisse trabalha), que estavam vazias, só com terra. Plantei algumas com mudas minhas e quando não tive mais, pedi ajuda no grupo e recebi muitas, mas muitas mudas mesmo!!! Cuidar delas é uma atividade que tira o estresse e alivia a mente! Percebo o quanto o grupo ajudou tantas pessoas nessa pandemia! Com certeza, quem tinha plantinhas para cuidar passou mais facilmente pelo ano de 2020, que foi desafiador”.
[caption id="attachment_42921" align="alignnone" width="222"] “Essa é minha favorita!! Foi uma das primeiras e me faz lembrar da minha infância, pois minha mãe tinha no jardim dela… “, destacou Vanisse[/caption] No quintal da casa da Vanisse é mais ou menos assim (hehehe):
Mais alguns cliques extras que fiz no jardim que Claudinéia tem na sua varanda ( e já está providenciando outro espaço, para plantar muito mais espécies!): Promoções        
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