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Paratleta rio-negrinhense volta a ser pré-convocada para a Seleção Brasileira de Handebol em cadeira de rodas

RIO NEGRINHO. A paratleta rio-negrinhense Cláudia Maria Dutka, de 26 anos, foi novamente pré-convocada para a Seleção Brasileira Principal de Handebol em Cadeira de Rodas, desta vez para o Mundial 2021 da categoria, ainda sem data para ser realizado. O anúncio foi feito pela Associação Brasileira de Handebol em Cadeira de Rodas (ABRHACAR) nesta semana. Para a reportagem do Nossas Notícias, Cláudia, que é goleira/ala falou sobre a expectativa da convocação. “Tem muito trabalho para ser feito, muita dedicação e treinos pela frente. Vou dar o melhor de mim para poder manter minha vaga”, destaca. A relação de pré-convocados da Associação Brasileira inclui oito paratletas, das quais apenas quatro serão efetivamente chamadas para o grupo que vai para o Mundial, comenta Cláudia. Ela conta que o foco está nas aulas online e nos treinamentos em casa, pois acredita que a convocação final deverá acontecer em breve. A rio-negrinhense começou no paraesporte em 2017 e defende atualmente a equipe de handebol do ATACAR, da cidade de Toledo/PR, além de praticar atletismo pela Associação de Apoio as Famílias de Deficientes Físicos (AFADEFI), de Balneário Camboriú. Cadeira de rodas Uma das metas de Cláudia, visando uma boa preparação para o Mundial e competições futuras é conseguir uma nova cadeira de rodas para que ela possa realizar os treinamentos. “Agora é correria para tentar conseguir uma cadeira que dê certo para eu poder realizar os treinos e tentar conseguir também um profissional para poder estar me auxiliando aqui em Rio Negrinho até tudo se ajeitar”, explica. A paratleta também busca patrocínio para poder treinar em Curitiba e pretende voltar o quanto antes para a academia. Quem quiser ajudar Cláudia poderá entrar em contato diretamente com ela pelo fone (47) 98849-5370. Parapan e Brasileiro no currículo Em 2019 Cláudia integrou a seleção brasileira campeã do Parapan Feminino de Handebol em Cadeira de Rodas. Das 14 atletas que integraram a seleção, quatro representaram Balneário Camboriú, sendo ela uma delas. No mesmo ano ela também foi campeã brasileira de handebol pela equipe feminina do Instituto Catarinense de Esportes para Deficientes (ICED) e Fundação Municipal de Esportes (FME), também por Balneário Camboriú. Também em 2019, ela ainda foi indicada ao Troféu Guga Kuerten, na modalidade handebol em cadeira de rodas pelo destaque alcançado nas competições que participou. Acidente fez com que buscasse desafios através do esporte Cláudia sofreu um acidente de moto em julho de 2013 quando ia fazer exames para a panificadora que trabalhava em Schroeder. Ela estava voltando e num piscar de olhos tudo aconteceu. Tinha muita chuva e a moto que estava aquaplanou culminando no acidente. “Infelizmente esse acidente me deixou paraplégica, pois quebrei três vértebras e perfurei a medula dando o trauma medular,” conta. Sempre muito ativa e amante da adrenalina, Cláudia era goleira, jogava vôlei e fazia atletismo já antes do acidente. Após o episódio que mudou sua vida, ela encontrou no paraesporte a forma de encarar novos desafios. Primeiro ela fez halterofilismo, mas depois conheceu o basquete, handebol e atletismo, se consolidando nestas duas últimas modalidades.
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