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Mudança para TBO deixaria água mais barata para apenas 18% da população, aponta estudo do SAMAE de Rio Negrinho

 
[caption id="attachment_42486" align="alignnone" width="300"] Fotos: Edson Frankowiak[/caption] RIO NEGRINHO. A possível alteração na cobrança tarifária do Serviço Autônomo Municipal de Saneamento (Samae) foi o principal ponto da coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira na sede da autarquia. O diretor presidente Valdir Caetano Júnior, juntamente com o engenheiro Hugo Binder e equipe técnica da autarquia, apresentou ainda dados do trabalho realizado para os vereadores rio-negrinhenses e veículos de comunicação da região. Objeto de requerimento da Câmara Municipal, no início de fevereiro, a mudança tarifária só seria vantajosa para cerca de 18% da população. Isso é o que apontou uma simulação realizada pela autarquia e que cujos valores usados seriam os ideais para a manutenção do equilíbrio financeiro do Samae. “O Samae a partir de uma ferramenta chamada histograma de consumo levantou que 18% da população hoje gasta até 5 mil metros”, apontou. O engenheiro Hugo Binder explicou que uma possível implantação de uma Tarifa Básica de Operação (TBO) em Rio Negrinho, poderia ter um custo inicial de R$ 23,00, valor muito próximo ao adotado em São Bento do Sul – R$ 22,88, mas esclareceu que com base no consumo o valor ficaria abaixo do cobrado hoje – R$ 31,54 somente para quem consome até 5 mil metros de água. Em São Bento do Sul, além da tarifa de R$ 22,88 são cobrados R$ 1,72 para cada metro de água consumido. Se tal modelo fosse implantado em Rio Negrinho, o valor adicional para cada metro cúbico seria de cerca de R$ 1,50, sugere o engenheiro. A título de comparação ele lembrou que na cidade vizinha atualmente quem consome 10 mil litros de água paga R$ 40,73, enquanto que em Rio Negrinho o valor atual é de R$ 31,54, ou seja, 29% menos. Binder disse que mesmo se tratando de uma simulação, portanto com valores preliminares, a TBO não seria a solução de todos os problemas. “A vantagem é para quem consome até 5 mil litros”, citou. Se o modelo fosse implantado no município, por exemplo, quem consome essa quantia pagaria R$ 31,50 ante os R$ 31,54 que paga hoje. Dessa faixa em diante toda a população pagaria mais. Para quem consome 10 mil litros, o valor iria para R$ 35,50 ante os R$ 31,54 atuais. Hugo também apresentou uma simulação da taxa que poderia ser aplicada ao pequeno comércio que passaria dos atuais R$ 37,85 para R$ 27,00 em uma primeira simulação. O engenheiro lembrou que antes de qualquer proposta de alteração é necessário que se leve em consideração todos os pontos que a mudança tarifária pode ocasionar para o município. “A TBO vai privilegiar quem? O rico ou pobre”, questionou ele lembrando que existem na cidade muitas residências de pessoas com alto padrão de vida que seriam beneficiadas com a medida enquanto a comunidade com menos recursos poderia ser prejudicada com a nova tarifa. “Ainda precisamos avaliar gastos de esgoto, saber custo e receita. Esses valores fazem parte apenas de uma simulação. Vamos ainda chamar a ARIS e conversar. Essa simulação foi feita levando em consideração valores que não acarretariam em perda na arrecadação do Samae. A autarquia não pode deixar de arrecadar, a tarifa precisa ser justa, mas precisa também fechar a conta”, encerrou. Dados Com relação aos dados gerais da autarquia, o presidente Valdir Caetano Júnior esclareceu que o Samae não é um simples cobrador de taxas, mas sim uma autarquia composta de uma grande estrutura, com muitas pessoas trabalhando para levar água de qualidade para a população. “Muitas vezes a população acaba não sabendo de toda a complexidade dos serviços do Samae”, frisou. Segundo Caetano, o Samae conta com uma gestão bastante enxuta, na qual foram reduzidos os número de funções gratificadas tanto do escritório como da parte operacional, fazendo o possível para que os serviços sejam mantidos sem perder a qualidade. “Hoje o número de funcionários é menor do que há 15 anos, quando eram cerca de 65 funcionários, hoje são 53 e muitos que ainda estão no quadro se encontram em vias de aposentadoria”, comentou. Economia Paralelo a redução do número de cargos, o diretor comentou ainda sobre a iniciativa de renegociação de valores com os fornecedores da autarquia. “Buscamos sempre margem para reinvestir, por isso temos necessidade de ter margem de caixa”, citou. Ele ainda enfatizou a rigidez na questão da frota dos veículos, com rastreamento visando que os mesmos não circulem sem necessidade, mas mantendo a qualidade do serviço prestado. Pandemia A pandemia do coronavírus impossibilitou a autarquia de fazer cortes no fornecimento de água, situação que segundo Caetano, fez com que a arrecadação caísse desde março de 2020. “Alguns realmente não conseguiam pagar mas o consumo aumentou com mais pessoas em casa. Temos muito dinheiro para receber, mas mantemos a qualidade de serviços como a coleta de lixo e esgoto, mesmo não recebendo”, enfatizou. Ele também destacou que o Samae, visando recuperar esses valores oferece o parcelamento da dívida em até 24 parcelas. Investimentos Mesmo com a redução da receita o Samae manteve investimentos na ordem de R$ 3 milhões com recursos próprios para a melhoria no sistema de tratamento e distribuição de água, bem como para que o mesmo não entrasse em colapso. Segundo o presidente, esses investimentos são fruto de uma economia dos últimos quatro a cinco anos da autarquia e deverão garantir que o município não sofra com a falta de água pelos próximos 25 a 30 anos. A estacão de água do Distrito de Volta Grande também deverá receber investimentos, de acordo com o presidente. “Já estamos pensando em um novo sistema, que não falhe quando cair a luz, problema que acontece com frequência lá e causa bastante problema. Os equipamentos de analise de água perdem a calibração e pretendemos melhorar isso”, adiantou. A autarquia ainda realiza o serviço de geofonagem, que visa identificar as perdas na rede através de um equipamento colocado no asfalto e que identifica o som da água. “Apesar de termos um volume muito pequeno de perdas, hoje abaixo de São Bento do Sul, visamos sempre reduzir ainda mais essas perdas”, disse Caetano. Agência Reguladora Caetano explicou que toda e qualquer alteração nas tarifas cobradas pelo Samae passam pelo crivo da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (ARIS). “Talvez as pessoas não saibam, mas temos que seguir as determinações da agência”, frisou. Atualmente o Samae entrega 10 mil litros de água a R$ 31,54 e o tratamento de esgoto com base nesse consumo, é de R$ 25,33.
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